Saúde e segurança alimentar são dois temas que andam juntos. Alimentos seguros são essenciais para a saúde e o bem-estar das pessoas, dos animais e do meio ambiente, e é preciso pensar sobre políticas públicas que garantam impactos significativos no curso da vida de cada um de nós.

Por Brenda Lima, para o Instituto Aurora

É comum que num ano eleitoral pautas como saúde, emprego, alimentação, moradia, educação e outras estejam mais em voga e “na boca do povo”: essas questões lideram pesquisas de intenção de voto. Mas não é como se nos outros anos que antecedem um ano eleitoral essas necessidades não fossem observadas ou não vividas pelos eleitores e eleitoras. Muito pelo contrário, a relevância dessas pautas e demandas é tão grande, tamanha a importância de seus impactos, que não há como não se preocupar em como um novo candidato ou candidata vai tratar desses assuntos – e nesta abordagem, falaremos especificamente da pauta saúde e segurança alimentar: o poder do seu voto.

O que é saúde

Saúde não é um conceito fechado e envolve questões como os recursos e condições de saneamento básico (esgotamento sanitário, água encanada e tratada, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais, limpeza urbana e drenagem etc); indicadores de perfil populacional que abrangem faixa-etária, sexo, gênero, potencial reprodutivo, capacidade de trabalho e outros; tudo isso para que seja possível uma melhor compreensão de determinada coletividade para que, a partir deste mapeamento, haja uma identificação de suas demandas e necessidades para uma propositura de medidas de enfrentamento e tratamento dessas demandas, objetivando uma melhoria ou manutenção. No âmbito da saúde, essas medidas são políticas públicas que, embora pelo nome pareça que a responsabilidade é só do Estado, o particular – nós, as empresas etc – também tem responsabilidade em viabilizar a observância e a implementação. 

Desse modo, sendo a saúde uma estrutura de inúmeros pilares importantes para a manutenção da qualidade de vida, todos nós devemos zelar pela nossa e pela do outro, de forma direta ou indireta. E o que isso quer dizer? Quer dizer que ao mesmo tempo em que existem profissionais da saúde especializados em atuações pontuais, como por exemplo: médicos, odontologistas, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos e auxiliares; existem outros profissionais que atuam de forma integrativa, desenvolvendo atividades de igual importância nesse contexto, como por exemplo: pesquisadores das mais diversas temáticas das ciências biológicas, cientistas sociais, educadores físicos, agentes de saúde, agentes de endemia, gestores de resíduos, assistentes sociais e outros que se encaixam aqui, de alguma forma que você consiga imaginar. 

→ Até aqui você já percebeu que a ciência é norteadora da solução para essas necessidades; que a educação é essencial na formação de profissionais competentes para lidar com essas demandas; que é necessária atuação das mais diversas camadas de classes sociais; e que o Poder Público é responsável pela criação de políticas públicas através de vagas de estudos, ou de emprego, demandando bastante mão-de-obra. 

Além de toda essa estrutura acima, existe também uma outra de extrema importância na efetivação das Políticas Públicas, seja na viabilização ou no gozo delas, que são os particulares: nós, cidadãos e cidadãs ou grandes empresas, com grandes interesses econômicos. E aqui, nesse encontro de interesse público e privado, precisamos de atenção, pois as grandes empresas giram a economia que o Estado precisa para se movimentar e ela, na representação errada, pode comprometer e colocar em risco o direito fundamental ao exercício, ao gozo de saúde. Não basta uma estrutura inteira de profissionais “a postos” para a prestação de serviços relacionados à saúde; é preciso uma população inteira que necessite dessa demanda, de alguma forma.

Nesse contexto, chamamos a atenção para todos os funcionários das grandes empresas, para os cidadãos desempregados, para as crianças que não podem fazer nada sozinhas pelos seus interesses; chamamos atenção para refletir sobre quanto de recursos vai para manter essa população, sobre quem pode trabalhar para girar esse sistema econômico, sobre quanta energia e força física são necessárias para isso acontecer; chamamos atenção para toda a comida produzida, desperdiçada ou consumida, aproveitada ou descartada para manter toda uma população ativa, viva.

Nesse cenário, enfatizamos o pilar da segurança alimentar, pois é impossível existir um futuro sem o mínimo de recursos alimentícios de qualidade, satisfatórios, de relevante potencial nutritivo, suficientes e acessíveis à toda população; é impossível ter saúde para movimentar todo um sistema e viver a vida sem comida. Não dá para falar em Desenvolvimento Sustentável como Direito Humano sem promover a dignidade humana por meio de alimento, do sustento para toda e qualquer pessoa. Aliás, você sabe o que é segurança alimentar?

O que é segurança alimentar

Segurança alimentar é uma integração de situações capazes de promover o direito de todos terem acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, de forma suficiente a atender a fome sem comprometer as outras necessidades essenciais, baseando-se em boas práticas alimentares que promovam a manutenção da saúde e ainda, considerando contextos de diversidades culturais, ambientais (relacionados a recursos disponíveis), econômicas (afinal, sendo uma necessidade fundamental, todos têm que conseguir comprar comida) e principalmente, socialmente sustentáveis (sem agredir tanto o meio-ambiente, para que todos os seres vivos que habitam esse planeta continuem habitando e tendo condições de continuar).

Sendo assim, se uma nação consegue proporcionar de forma integrativa para todos os que nela vivem os recursos alimentares e instrumentos de cultivo necessários para que se mantenha nutrida, saciada e viva, a saúde é promovida. E com isso, há redução do risco de doenças e de outros agravos advindos da falta da promoção de saúde e, também, a possibilidade de um acesso mais igualitário e suficiente às ações de promoção, proteção e recuperação de saúde.

Há evidências de que um conjunto de boas práticas alimentares repercute na melhora do desempenho físico e principalmente mental, em que além da redução dos riscos de aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis (como diabetes, hipertensão, outras doenças que comprometem o bom funcionamento do coração, câncer), há também um retardamento do processo de envelhecimento e fortalecimento do sistema imunológico. Está comprovado que comer comida de verdade aumenta a longevidade de vida, de maneira mais saudável. Mas o Relatório das Nações Unidas, referente a 2021, apontou que cerca de 828 milhões de pessoas no mundo enfrentaram fome crônica e que cerca de um terço dessas pessoas não tinha acesso a alimentos adequados, podendo fazer ao menos três refeições ao dia, durante o ano todo.

Como saúde e segurança alimentar estão conectadas

Diante da relevância desse assunto, percebe-se que os agentes políticos têm grande responsabilidade na viabilização da destinação de alimentos adequados e suficientes à toda a população, considerando ainda o acesso no que tange a fatores econômicos e, também, a qualidade em relação ao seu potencial nutricional. É muito importante que os representantes de uma nação tenham, em suas pautas, soluções adequadas e viáveis, atentando-se a todo o contexto de uma nação e suas subjetividades, de forma plural.

Precisamos, ainda, ter a consciência de um compromisso mundial com as boas práticas sustentáveis, em efetivação às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, que objetiva a manutenção do Planeta Terra para as presentes e futuras gerações. Numa perspectiva em que os alimentos seguros são essenciais para a saúde e o bem-estar das pessoas, dos animais e do meio ambiente, isso significa que “todos podem coexistir e conviver de forma consciente na gestão dos recursos existentes, ou não haverá espaço para nada e nem ninguém”. 

Nesse sentido, a saúde sendo um tema delicado e de tantos desdobramentos, é natural que seja uma das preocupações mais debatidas em ano eleitoral, porque tem importância e impactos significativos durante todos os dias dos anos subsequentes aos das eleições – impactos que se perpetuarão no curso do tempo da vida de cada um de nós e daqueles os quais nutrimos afeto. Além disso, por ser um tema que tem a atenção e preocupação mundial, por precisar da união de esforços de todos os países e indivíduos para que seja cuidado, inúmeros são os Conselhos dentro dos Sistemas Internacionais de Proteção de Direitos Humanos que trabalham em ações de promoção e tratamento da violação desses direitos.

A Segurança Alimentar também deve ser considerada de uma forma multidisciplinar e interdisciplinar, pois ao passo em que as tratativas se complementam, também se desdobram a partir de si de forma integrativa. Por isso há, no mínimo, 11 dos 17 ODS que se relacionam com a promoção da Saúde e da Segurança Alimentar e Nutricional:

  • ODS 2 – Fome zero e agricultura sustentável: acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.
  • ODS 3 – Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
  • ODS 6 – Água potável e saneamento: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos.
  • ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos.
  • ODS 9 – Indústria, inovação e infraestrutura: construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação.
  • ODS 10 – Redução das desigualdades: reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles.
  • ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
  • ODS 12 – Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.
  • ODS 13 – Ação contra a mudança global do clima: tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.
  • ODS 14 – Vida na água: conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
  • ODS 15 – Vida terrestre: proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da Terra e deter a perda da biodiversidade.

O que precisamos pensar sobre esse tema na hora de votar

Por isso ao votar, considerando toda a construção de consciência de classe e representatividade das sociedades múltiplas que compõem o nosso país, é necessário observar se os candidatos e candidatas que lá estão e/ou que pretendem continuar exercendo suas funções, bem como os novos que estão ingressando nos cenários políticos na tentativa de melhorar o país, têm pautas coerentes e viáveis no comprometimento com, de fato, viabilizar a promoção e concretização de políticas públicas que reforcem e subsidiem o necessário para proteger e efetivar a saúde da população, das mais diversas formas possíveis no território nacional. Também é preciso ponderar a saúde num viés amplo e chave para respaldar, frente à nação, o Brasil como um país comprometido e preocupado com o Desenvolvimento Sustentável por levar a sério os compromissos que assume em promover e proteger os Direitos Humanos mas, principalmente, por se importar com cada cidadão e cidadã que constitui o nosso país.

Por isso, quando for votar, reflita sobre a pessoa em quem você está cogitando te representar e representar os seus interesses através do seu voto; analise se a proposta dele se alinha com os valores que você acredita ser interessante para promover um país mais igualitário e seguro. Reflita se a proposta contempla a sua realidade, mas também se ela é capaz de contemplar as pluralidades que formam o nosso país e estas pessoas viverem bem, tal como você, na proporção de suas limitações e oportunidades – afinal, aos iguais, igual tratamento e aos desiguais, os tratamentos necessários que os coloquem em paridade de oportunidades e condições. Ao votar, conheça o histórico de atuação do seu candidato, mesmo que antes sua atuação não fosse política, mas principalmente se a atuação era na política. Vote em quem tem mais condições de se comprometer e de fato efetivar as propostas que discursa. Vote consciente de que todos necessitam, para sobreviver, de comida na mesa; de saúde física e de saúde mental e que não há como atingir um nível satisfatório de desenvolvimento sem uma visão integrada. 

Por entender a importância de falarmos sobre o voto responsável, o Instituto Aurora promove o projeto Meu, Seu, Nosso Voto, cocriado com a Nossa Causa e a Escola de Política. São diversas frentes de ação, como rodas de conversa com jovens, materiais gratuitos para download, curadoria de conteúdo e podcast Nosso Voto. Inclusive, Saúde e Segurança Alimentar foi tema de um dos episódios do podcast, e também recomendamos acompanhar os perfis das convidadas deste episódio: Naomi Mayer – @fome.de.endenter, que fala, escreve e cozinha, ensinando muita coisa legal, saudável, acessível e (muito) gostosa para colocar na mesa; e O Joio e o Trigo, que investiga alimentação, saúde e a relação disso tudo com poder.

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
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    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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