Neste século, mais do que transmitir informações, é preciso formar humanos que tenham criticismo, que saibam se comunicar, que sejam cooperativos e que exerçam a sua criatividade.

Por Michele Bravos, para o Instituto Aurora

(Foto: Barbara Vanzo)

Você reparou que no subtítulo deste artigo a gente trouxe quatro palavras que começam com a letra C? São elas: criticismo, comunicação, cooperação e criatividade. Juntas, elas formam os 4 C’s da educação do século XXI. O termo deriva de um movimento global que advoga por adaptações na educação a partir das “competências do século XXI”. 

A organização National Education Association (NEA), em português Associação Nacional de Educação, baseada nos Estados Unidos, é uma das principais vozes na causa há mais de 10 anos. Com o passar do tempo, foi identificado que as competências do século XXI poderiam se resumir em quatro competências fundamentais que são os 4 C’s listados acima. 

De acordo com a organização NEA, o desafio atual é promover na prática o desenvolvimento dessa habilidades. Se concordarmos com o historiador e escritor Yuval Harari, que o ser humano já é essas competências, elas só precisam ser otimizadas, como afirma em seu livro 21 lições para o século XXI, podemos lançar um olhar esperançoso para o presente e futuro da educação, assim como presumir onde devem se concentrar os esforços nessa área. 

Será que o professor de hoje, do século XXI, deve ser formado para repassar conteúdos disponíveis na internet – ao alcance dos dedos de quase todos os seus alunos –  ou ele deve ser formado para impulsionar o desenvolvimento de certas habilidades intrínsecas a cada ser humano e que precisam ser garimpadas e lapidadas com uma ajuda externa?

Nesse sentido, a professora, o professor acaba sendo chamado para ser um curador de conteúdo e um proponente de mudanças muito mais do que um transmissor de informações. O desenvolvimento das competências do século XXI nos dá condições de apresentar uma educação pautada em direitos humanos, uma vez que os 4C’s têm como premissa as relações humanas e a coexistência em um mundo repleto de diferenças. Tanto as competências do século XXI quanto às abordagens da educação em direitos humanos tentam minimizar o individualismo e enfatizar uma construção plural de sociedade. 

De acordo com o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, educar em direitos humanos se traduz em: 

a) fortalecer o respeito aos direitos humanos e liberdades fundamentais; 

b) promover o pleno desenvolvimento da personalidade e dignidade humana; 

c) fomentar o entendimento, a tolerância, a igualdade de gênero e a amizade entre as nações, os povos indígenas e grupos raciais, nacionais, étnicos, religiosos e linguísticos; 

d) estimular a participação efetiva das pessoas em uma sociedade livre e democrática governada pelo Estado de Direito; 

e) construir, promover e manter a paz.

O que vamos abordar neste artigo:

Publicado em 24/02/2021.

Criticismo 

Muitos são os nomes que são dados para esse período da humanidade em que estamos vivendo: Era da Informação, Era da Pós-Modernidade, Era da Pós-Verdade, Era dos Dados. Seja qual for a nomenclatura escolhida, elas revelam duas características importantes para esse momento: o volume de informações que chegam até nós e a dúvida acerca da veracidade dessas informações.

Diante disso, podemos dizer que as crianças educandas do século XXI não carecem de informação, mas de senso crítico para avaliar o teor dessas informações e os efeitos desse conteúdo. 

O primeiro C abordado aqui, o criticismo, portanto, deve estar focado no exercício e no ensino da curadoria de informações. O professor, enquanto curador de conteúdo, compartilha com os estudantes como eles podem, por si próprios, desenvolver a habilidade de filtrar. 

Com os avanços da inteligência artificial, os algoritmos estão programados para nos apresentar mais daquilo que nos interessa. Ou seja, não podemos esperar de um algoritmo que ele nos direcione para uma página sobre antirracismo, quando tudo o que consumimos está relacionado a supremacia branca, por exemplo. 

Um ponto fundamental nesse aspecto é o professor exercer uma curadoria plural e, consequentemente, estimular com que os filtros dos estudantes também sejam plurais. 

Ao estimular o desenvolvimento do senso crítico, os estudantes precisam estar confiantes para: 

  1. Perguntar com o intuito de buscar evidências de vários pontos de vista; 
  2. Interpretar informações e formar a sua opinião baseada em análises.

Comunicação

Os seres humanos são seres comunicativos, mas nem sempre essa comunicação é efetiva. Para existir o que chamamos de comunicação é preciso que haja alguém emitindo uma mensagem, alguém recebendo essa mensagem e uma mensagem em si. No entanto, nesse percurso, por vezes a mensagem está carregada de ruídos, que impedem a sua compreensão. Esses ruídos podem ser, por exemplo, não compartilhar da mesma linguagem, ainda quando se fala o mesmo idioma. 

Já conversou com alguém da mesma nacionalidade que você, que fala o mesmo idioma que você, mas é de uma geração diferente da sua, e parece que a linguagem é outra? A pessoa usa termos que você não entende. Você fala coisas que ela pouco sabe o que são. 

Esses ruídos, geralmente, podem caracterizar conflitos. Se eles não forem acolhidos e transformados, o que começou com uma tentativa de conexão, pode terminar como uma completa desconexão. 

Saber reconhecer os nossos sentimentos e necessidades e também os dos outros, com quem estamos tentando nos comunicar, é primordial para evitar esses ruídos. Nesse sentido, desenvolver a empatia e a habilidade de escutar de forma ativa é tão importante quanto conseguir se expressar. 

O grande desafio da comunicação é traçar um caminho de conexão sustentável, que não se rompe facilmente. 

Crianças e adolescentes que são incentivados a exercitar a sua habilidade de se comunicar, devem estar preparadas para: 

  1. Escutar com atenção e decodificar os sentimentos e necessidades compartilhados;
  2. Expressar-se de maneira desenvolta, considerando complexas interações como em situações que demandam explicações, negociações e mediações. 

Colaboração

No século XXI, parece que vivemos em bolhas em que, naturalmente, só interagimos com quem está nesse mesmo espaço aparentemente seguro que a gente. Mais do que romper essas bolhas, precisamos unir nossas bolhas. Tocarmos outras superfícies e, aos poucos, nos misturarmos mais, aprendendo a ser mais colaborativos. 

Colocar-se em contato com quem é diferente de nós e respeitar essas diferenças faz parte de um caminho de construção para uma sociedade menos desigual e que valoriza a colaboração em vez da competição. Quando assumimos o discurso de que queremos um mundo mais justo, mais pacífico, precisamos abraçar e praticar ações que contribuem para essa obra. 

Em um mundo multicultural como o que estamos vivendo, a educação pode ser intencional em promover espaços de diálogo interculturais, em que o convívio com as diferenças é valorizado. E, a partir desse relacionamento, os pontos em comum também são traçados e evidenciados. 

Por meio dessa perspectiva intercultural, em que nossas vidas são compreendidas de forma mais sistêmica, um outro conceito emerge: autorresponsabilidade. Esse termo sugere que as nossas ações individuais têm impacto direto no coletivo e que cabe a cada um de nós assumir a responsabilidade por mudanças que estão ao nosso alcance. 

Quando falamos de equidade de gênero, por exemplo, cabe também aos homens assumir a parcela de responsabilidade que lhes diz respeito nessa construção social. Quando um homem com autorresponsabilidade é convidado para um congresso em que não há diversidade entre os palestrantes, ou seja, só há um único perfil com poder de fala, é preciso que esse convidado com autorresponsabilidade se posicione perante a organização do evento dizendo que se recusa a participar de um congresso que não valoriza outras trajetórias de vida e perspectivas de mundo e indicando nomes que tornem o evento mais plural.

Ao participar de espaços interculturais que desenvolvem a colaboração, os estudantes devem se sentir seguros para: 

  1. Exercitar a flexibilidade em situações difíceis em que seja necessário assumir um objetivo em comum;
  2. Assumir a autorresponsabilidade e valorizar o compromisso assumido por cada indivíduo do grupo. 

Criatividade

Diz respeito a elevar o potencial das ideias, criando e reconhecendo novos paradigmas, novos padrões de convívio social, novos significados. Vivemos um tempo de reformulação de muitos conceitos e as crianças e adolescentes do século XXI devem ser capazes de contribuir para essa ressignificação pautados em valores éticos que promovam uma cultura de direitos humanos, em que todas as pessoas são reconhecidas como dignas. 

Já sabemos que são as ideias que movem o mundo, porque são elas que moldam os nossos pensamentos e, consequentemente, os nossos comportamentos. 

A criatividade, por sua vez, é antecedida pelo processo imaginativo. O fundamento da criatividade é a imaginação. É nesse mesmo terreno que mora o desenvolvimento da empatia, a qual permeia todas as habilidades anteriores. 

Os estudantes que estão inseridos em dinâmicas que desenvolvem a imaginação e a criatividade podem:

1. Criar, reconhecer e tornar reais novos padrões sociais alinhados com uma cultura de direitos humanos;

2. Criar e elucidar significados para que a sociedade possa se desenvolver com autonomia e ética.

É tempo de nos atualizarmos

Imaginar o outro permite com que tenhamos mais confiança para intervir em situações que violam os direitos de outras pessoas, a partir do exercício do senso crítico. Imaginar o outro nos leva a tentar reconhecer quais sentimentos e necessidades estão por trás de uma fala, expressão corporal ou silêncio e isso lapida a nossa habilidade de comunicação. Imaginar o outro pode nos fazer reconhecer o valor das diferenças para uma construção colaborativa de sociedade justa socialmente. Imaginar o outro nos direciona para o desenvolvimento da empatia e nos permite criar com valores éticos. 

O século XXI nos impulsiona para um momento de reformulação de nossas práticas, em especial na educação, com a inserção das competências desse século nas grades curriculares. A educação em direitos humanos é uma forte aliada nesse processo e, por isso, é tempo de nos atualizarmos e agirmos para mudanças. 

Compreendeu a importância da conexão entre a educação em direitos humanos e as práticas educativas no mundo em que vivemos hoje? Para saber mais sobre este tema, continue navegando em nosso blog!

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Algumas referências que usamos nesse texto

DAVIDSON, Cathy.  Cathy N. Davidson: How to Revolutionize the University. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=2Av078xDTQo>. Acesso em 05 jun. 2020. 

National Education Association. An educator’s guide to the Four C’s. Disponível em: <http://www.nea.org/assets/docs/A-Guide-to-Four-Cs.pdf>. Acesso em 05 jun. 2020. 

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
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Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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