Se a tolerância é, para você, um termo um tanto quanto abstrato, este texto mostrará que é possível tornar esse conceito tangível – e não só isso: que devemos vivenciá-lo ativamente em nosso dia a dia.

Texto por Marilia Goldschmidt, para o Instituto Aurora

Você vê as diferenças como barreiras ou como convites ao diálogo? A pesquisa “Derrubando muros e construindo pontes“, conduzida pelo Papo de Homem e Instituto Avon, entrevistou 9.613 pessoas de todo o país para buscar respostas sobre como temos conversado com quem pensa diferente de nós.

O resultado: 

  • 50% das pessoas estão em trânsito, ou seja, têm níveis intermediários de busca por diálogo com quem pensa diferente, dependendo do contexto;
  • 35% das pessoas estão entre muros, preferem não ter estas conversas e evitam consumir conteúdos que sejam divergentes do seu ponto de vista;
  • Somente 15% são construtoras de pontes, e acreditam no diálogo como ferramenta de transformação.

Em um mundo onde os muros estão cada vez mais presentes, não seria importante inverter estes resultados e sermos cada vez mais construtores de pontes? Nós acreditamos que sim. E acreditamos que a tolerância é uma das atitudes fundamentais para mudarmos isso.

Como podemos entender a tolerância

Aqui no Instituto Aurora, nós ligamos tolerância à possibilidade de coexistência. Ela é a atitude de aceitação de algo diferente, desconhecido ou até mesmo não desejável. Relacionada com os direitos humanos, a tolerância representa o mínimo necessário para a convivência entre culturas e pessoas diferentes.

De acordo com a Declaração de Princípios sobre a Tolerância, criada pela UNESCO há 25 anos, tolerância não é concessão, condescendência ou indulgência. Ela é, antes de tudo, uma atitude fundada no reconhecimento dos direitos humanos e das liberdades fundamentais do outro. Ela contempla o respeito e o apreço pela variedade de culturas, de formas de expressão e de existir como ser humano.

“A tolerância é a harmonia na diferença.”

Declaração de Princípios sobre a Tolerância (UNESCO) 

Mas como podemos semeá-la? Ou, melhor, como podemos prevenir o seu contrário, a intolerância? A resposta que a Declaração nos traz em seu Artigo 4º é certeira: educação. Educar para a tolerância é, também, educar em direitos humanos. Conhecer nossos direitos e liberdades é o primeiro passo para buscar protegê-los – tanto para nós mesmos como para os outros.

Como podemos combater a intolerância

A educação é um dos meios para criar uma cultura de tolerância. Esta e outras atitudes que podem ajudar no combate à intolerância foram listadas pela ONU em sua página do Dia Internacional para a Tolerância. E nós compilamos todas elas por aqui:

Combater a intolerância requer educação

A intolerância, muitas vezes, está enraizada na ignorância e no medo: do desconhecido, do outro, de outras culturas, de nações, de religiões. E é com uma educação plural – aquela que acontece de diversas formas, não somente na sala de aula, e contempla múltiplas narrativas – que novos olhares podem ser formados sobre estas questões, e o medo e a ignorância podem ser transformados.

Combater a intolerância requer legislação

Cada governo é responsável por fazer cumprir os direitos fundamentais garantidos em sua constituição, por banir e punir crimes de ódio e discriminação contra minorias, sejam eles cometidos por funcionários do Estado, organizações privadas ou indivíduos.

Combater a intolerância requer acesso à informação

A liberdade de imprensa e seu pluralismo são fundamentais para que uma única história não seja tomada como verdade. Garantir o acesso a fontes de informação diversificadas é uma das chaves para que as pessoas possam distinguir fatos de opiniões.

Combater a intolerância requer consciência

Cada um de nós precisa começar a se perguntar: sou uma pessoa tolerante? Eu estereotipo pessoas? Rejeito aquelas que são diferentes de mim? Crio muros e prefiro não estabelecer conversas com as que pensam de outro modo?

Combater a intolerância requer soluções locais

Agir localmente incentivando o fortalecimento do senso de comunidade é um dos caminhos para confrontar a escalada da intolerância que vemos ao nosso redor. Reunir um grupo para enfrentar um problema, organizar uma rede de base, demonstrar solidariedade às vítimas da intolerância, desacreditar a propaganda odiosa: todos e todas podemos fazer isso.

Quer fazer parte da construção de uma cultura de direitos humanos? Veja como você pode se juntar ao Instituto Aurora!

(Foto: Carol Castanho)

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Liberdade de pensamento: você tem?
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
Formações customizadas
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar
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