A violência obstétrica é uma realidade no Brasil, e no cárcere não é diferente. Neste artigo, trazemos dados sobre as mulheres em situação de cárcere no país – especialmente aquelas que são mães – e de que forma os direitos dessas mulheres e seus filhos poderiam ser melhor assegurados e não violados.

Por Brenda Lima, para o Instituto Aurora

No Brasil, existem inúmeras leis de defesa de direitos das mulheres mães – entendendo-se por mãe, nesse contexto, todas as mulheres gestantes, puérperas (no período pós-parto), lactantes (que amamentam) e adotantes. Mesmo existindo várias regiões, grupos voluntários e ONGs que se preocupam em realizar ações em prol desse grupo, a violência obstétrica é uma realidade cotidiana, muitas vezes velada, que faz vítima 1 a cada 4 mulheres

Diários são os relatos de mães que tiveram seus direitos violados em algum momento do gestar e/ou do maternar, sendo possível observar essa questão com uma breve pesquisa em jornais ou sites de notícias. Inúmeros são os indicadores dessas violências. Diversos são os órgãos que tratam essa questão, a nível nacional e internacional. Contudo, apesar de toda atenção e visibilidade que esse problema vem recebendo, ainda são recorrentes os relatos de violação desses direitos. 

Ainda que esse tema seja tão caro às áreas que se dedicam a estudá-lo, nota-se que, no Brasil, quando essa questão é observada dentro de uma perspectiva de cárcere, o preço é ainda mais alto e as violações encontram pormenores relacionados a raça, gênero e classe social. 

Tópicos deste artigo:

Publicado em 19/01/2022.

A população prisional feminina e as mães no cárcere

Atualmente o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking de países que mais encarceram no mundo, possuindo uma população prisional de 748.009 pessoas, segundo registros do INFOPEN num período de julho a dezembro de 2019.

Embora alguns veículos da mídia tenham noticiado que em 2021 houve uma redução do número de encarcerados no sistema prisional brasileiro, as informações constantes no site da INFOPEN mais recentes datam de 2019. E, mesmo que haja essa redução, o Brasil continua na mesma colocação do ranking e a superlotação do sistema ainda é uma realidade, já que o déficit nas unidades prisionais ultrapassa as 300 mil vagas. 

Ainda de acordo com dados do INFOPEN, 104.019 pessoas privadas de liberdade têm um filho, porém, na aba que consta essa informação não há menção específica sobre a maternidade no cárcere. Contudo, em outro campo, dos estabelecimentos prisionais para mulheres, num período de julho a dezembro de 2019, observa-se que 1.446 é o número de filhos inseridos no cárcere, entre nascidos, gestantes e lactantes.  

  

O Código Processual Penal traz previsão legal de substituição de prisão preventiva para domiciliar para que mulheres que são mães, a depender de alguns requisitos: 

Art. 318.  Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for:         

III – imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência;              

IV – gestante;

V – mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos;           

Art. 318-A.  A prisão preventiva imposta à mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência será substituída por prisão domiciliar, desde que:                  

I – não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa;                  

II – não tenha cometido o crime contra seu filho ou dependente.                  

O Supremo Tribunal Federal, após solicitação de Habeas Corpus Coletivo nº 143.461 pelo Coletivo de Advogados em Direitos Humanos (CADHu), julgou no dia 20 de fevereiro de 2018, no mesmo sentido do texto de lei, para que encarceradas provisórias por crimes não violentos sejam contempladas com a privação de liberdade em regime domiciliar e não em instituições públicas de cárcere. Uma das justificativas do pedido aponta o Marco Legal da Primeira Infância, regulamentado pela Lei nº 13.257, de 8 de março de 2016, além do aumento de prisões preventivas e a precariedade de acesso à saúde, principalmente às gestantes e puérperas.

Contudo, não se sabe quantas mulheres foram alcançadas por essa decisão, que se dá somente à modalidade de prisões provisórias, não contemplando as encarceradas por sentenças condenatórias. Observa-se no site do INFOPEN que de julho a dezembro de 2019, 12.441 mulheres são presas provisórias, mas como há uma defasagem da alimentação de dados do site, não há como saber se estas presas provisórias foram contempladas pela decisão deste Habeas Corpus Coletivo, ou ainda se suas defesas trabalharam nesse sentido.

Porém, considerando que cerca de 3.171 mulheres têm penas atribuídas de 0 meses a 4 anos, o que as possibilita regime inicial aberto e também, considerando que o índice maior das prisões se dá por crime de tráfico de drogas, essas mulheres-mães poderiam estar em prisão domiciliar, visando o cuidado e convívio com seus filhos, prezando pelo Princípio do Melhor Interesse da Criança, que se origina da Doutrina da Proteção Integral contemplada no Estatuto da Criança e do Adolescente, o que minimizaria o afastamento entre mães e filhos, e ainda evitaria que crianças crescessem em um ambiente hostil, como é o do cárcere.

A violência obstétrica no cárcere

Esse ambiente hostil do cárcere faz vítima não só as mulheres-mães, ele penaliza as crianças violando seus direitos, como o caso de Enrico, filho de Jessica Monteiro, presa grávida que deu à luz a seu terceiro filho encarcerada, sendo ferido o direito à liberdade de Enrico com apenas um dia de vida. Além do direito à liberdade violado, a Enrico e sua mãe foi negada uma assistência humana com a exposição de ambos a uma cela insalubre, em uma instituição que não deve abrigar crianças de qualquer idade.

A realidade de Jessica se repete todos os dias. Fora do cárcere já existem relatos de violações de direitos, nos quais mulheres são expostas a procedimentos não recomendados pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde, como manobras de kristeller (aplicação de pressão no útero com o objetivo de facilitar a saída do bebê) e até mesmo episiotomias sem indicação (aumento da abertura vaginal por uma incisão no períneo no momento do parto). Dentro do cárcere as mulheres são punidas duas vezes: pelo seu crime e por ser uma mulher que gesta, numa sociedade onde ser mãe é cobrado de todas, mas não é compreendido por quase ninguém, nem pelas próprias mulheres que já são mães. 

Embora incompatível com os direitos previstos para as mulheres, cerca de um terço das grávidas do sistema prisional relatam ter sido algemadas na hora do parto, o que é grave. Em relação ao acompanhamento do pré-natal, cerca de 55% delas relatam que o fizeram menos do que o recomendado pelos médicos, pois o acesso à saúde é escasso no ambiente carcerário.

Para agravar esse cenário e demonstrar a falta de assistência, 4,6% das crianças nasceram com sífilis congênita, porém um percentual considerável de detentas não foram diagnosticadas com sífilis durante a gestação. Além de relatos de violências físicas, há também relatos de violências psicológicas e verbais, num momento de mais vulnerabilidade que, somado ao cárcere e ao medo da separação de seus filhos, pode levar essas mulheres a doenças psicológicas intensas logo após darem à luz.

No período atual, se a prisão feminina já era difícil, considerando a pandemia da Covid-19, a situação piorou. Com a suspensão das visitas e períodos de convivência, por conta dos riscos de contaminação, das presas é tirado o direito de ver seus filhos e ainda, suas mães, que na maioria dos casos são a rede de apoio que encontram e é para onde conseguem enviar seus filhos logo após darem à luz, ou ainda, após os seis meses de vida, para que as crianças sejam inseridas na sociedade e saiam do ambiente do cárcere. 

Embora o Marco Legal da Primeira Infância, que assegura o direito às presas gestantes ou com filhos menores de 12 anos responderem seus processos em liberdade provisória ou prisão domiciliar tenha sido aprovado em 2016, e mesmo que a decisão já mencionada acima do Supremo Tribunal Federal tenha dado força a esse entendimento, esse direito assegurado ainda não é exercido integralmente e poderia contemplar cerca de 70% da população carcerária feminina. Mas como segue negligenciado, violações de direitos da criança continuam sendo praticadas e elas continuam tendo suas vidas e desenvolvimento marcadas pela negativa do Sistema Judiciário Brasileiro.

Como mudar esse cenário?

Para que esse cenário melhore e os direitos assegurados sejam plenamente garantidos e não violados, os agentes penitenciários, bem como os profissionais da saúde, deveriam receber cursos e orientações atualizadas, além de capacitação profissional para saber lidar com cada particularidade desse sistema. Ainda, as mulheres gestantes deveriam ser orientadas e educadas para que reconheçam e saibam seus direitos e os exijam nos momentos oportunos. 

A sociedade vive um retrocesso nas práticas médicas relacionadas ao parto, visto a quantidade de relatos de violência obstétrica. O Poder Público deveria se debruçar em análise e desenvolver políticas públicas para otimizar o sistema e dar a essas mulheres uma condição mais humana de gestar e parir.

Cabe ainda ao Poder Público a capacitação dos agentes penitenciários, bem como de todo o judiciário que atua direta e indiretamente nessas situações e, como forma mais efetiva de alcance à toda população, disseminar informações reais e alimentar os canais de busca dessas informações, pois há uma defasagem e omissão muito grandes desses dados.

Nós, do Instituto Aurora, realizamos atividades em prol da igualdade de gênero. Você pode saber mais sobre a nossa visão em relação ao ODS 5.

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Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
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    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
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      Minha empresa quer doar
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