A LGBTfobia, caraterizada como uma rejeição a pessoas que desejam e/ou se relacionam com pessoas do mesmo sexo, causa centenas de morte todos os anos no Brasil, considerado o país mais homotransfóbico do mundo. A legislação, ainda muito recente, junto aos movimentos da comunidade LGBT+, buscam combater discursos extremistas de ódio e as desinformações estereotipadas e estigmatizadas.

Por Nayara Caroline Rosolen, para o Instituto Aurora.

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

Foi só em 17 de maio de 1990 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o termo “homossexualismo” do Código Internacional de Doenças, categorizado pelo sufixo “ismo” como uma patologia. Desde então, o correto é utilizar “homossexualidade” para aqueles que desejam ou se relacionam com pessoas do mesmo sexo. A data é relembrada todos os anos como o Dia Internacional de Combate à Homofobia, que, ao longo dos anos, incluiu outras orientações sexuais e identidades de gênero, com o termo LGBTfobia.

Mais de três décadas depois, muitos espaços foram conquistados pela comunidade LGBT+, que avançam as discussões no intuito de quebrar estigmas e estereótipos que potencializam o preconceito e a violência contra pessoas da comunidade. Mesmo assim, o Brasil ainda é o país mais homotransfóbico do mundo. Mas a situação pode ser ainda pior, devido à subnotificação e escassez de estatísticas oficiais.

Tópicos deste artigo:

Publicado em 29/01/2025.

Manifestações da LGBTfobia

Em 2023, foram registradas 257 mortes violentas de pessoas LGBT+, de acordo com levantamento da organização social LGBT+ mais antiga da América Latina, o Grupo Gay da Bahia (GGB). Conforme noticiado pelo G1, naquele ano, o país registrou o maior número de homicídios e suicídios no planeta: 127 travestis e transgêneros, 118 gays, 9 lésbicas e 3 bissexuais. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados mais violentos, com 34, 30 e 28 mortes, respectivamente. Já o Acre, o Distrito Federal e Tocantins aparecem como os três últimos da lista, com uma morte cada. 

Esse cenário é reflexo da LGBTfobia contra pessoas que pertencem à comunidade. A violência praticada é um fenômeno histórico e culturalmente construído. “Pode ser definida como a rejeição, o medo, o preconceito, a discriminação, a aversão ou o ódio, de conteúdo individual ou coletivo, contra aquelas (es) que, supostamente, sentem desejo ou têm práticas sexuais com indivíduos do mesmo sexo biológico (…) consiste numa permanente promoção de apenas uma forma de sexualidade (heterossexual) e de uma única forma de identidade de gênero (cisgênero) em detrimento de outras formas de desejo”, informam o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

De acordo com a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), e divulgado pelo Fundo Brasil, cerca de 20 milhões de brasileiros e brasileiras se identificam como pessoas LGBT+ e  92,5% relatam o aumento de violência. Um estudo realizado pelo psiquiatra Giancarlo Spizzirri, com seis mil entrevistados de 129 cidades de todas as regiões do país, pessoas transexuais relataram 25 vezes mais episódios de agressões sexuais se comparado com homens cisgênero. 

A situação não se torna mais fácil para as organizações da sociedade civil (OSC) que buscam acolher e dar voz às vítimas. Mais de 90 OSC demonstram que, além da violência, enfrentam também a falta de apoio financeiro e a desigualdade. Realidade conectada ao conservadorismo, à cultura heteronormativa e a grupos nazistas e fascistas. 

O preconceito destinado à comunidade impacta a saúde física e mental dos indivíduos e advém dos mais diversos âmbitos da vida, inclusive profissional. O Fundo Brasil apresentou um levantamento realizado pelo Center for Talent Innovation que diz que “61% dos funcionários gays e lésbicas decidem por esconder sua sexualidade de gestores e colegas em virtude do medo de perder o emprego”. 

Não por acaso, 41% das pessoas LGBT+ já sofreu discriminação pela orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente de trabalho, e 90% das travestis se prostituem por não conseguir outro tipo de emprego, ainda que sejam qualificadas. 

Direitos e acessos

O PL nº 122, apresentado na Câmara dos Deputados em dezembro de 2006, visava a criminalização da homofobia. No entanto, oito anos depois, em dezembro de 2014, foi arquivado, sem a realização de uma audiência com representantes do movimento LGBT+. Apenas em 2019 é que o Supremo Tribunal Federal (STF) configurou atos LGBTfóbicos crime, previsto na Lei nº 7.716/89, que “define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor”, através do mandado de injunção (MI) 4733.

O Governo de Mato Grosso do Sul (MS) diferencia o racismo da injúria racial qualificada (art. 140, parágrafo 3º do Código Penal brasileiro). O primeiro diz respeito a uma ofensa genérica, incluindo toda a comunidade, por exemplo, ou impedimento de acesso a espaços. O racismo é inafiançável e imprescritível, com ação pública incondicionada. Ou seja, o autor pode ser processado pelo Ministério Público. 

Enquanto a injúria racial se trata da ofensa da dignidade ou decoro direcionada à vítima de forma individual. Neste caso, a ação penal pública é condicionada à representação do ofendido. “O Ministério Público pode ajuizar, mas é preciso que a vítima requeira essa providência dentro do prazo de seis meses, contado do dia que veio a saber quem é o autor, sob pena de decadência e extinção do direito de punir do Estado”, explica

O Governo Federal do Brasil possui um Grupo de Trabalho do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania que apresenta estratégias de combate ao discurso de ódio e ao extremismo, e para a proposição de políticas públicas em direitos humanos sobre o tema. Em um relatório de recomendações, tratam o Enfrentamento ao discurso de ódio e ao extremismo no Brasil.

Na saúde, a Portaria nº 2.836, de 1º de dezembro de 2011, instituiu a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que hoje faz parte da Portaria de Consolidação GM/MS nº 2/2017.

Desde 28 de abril de 2016, o Decreto nº 8.727 também dispõe sobre o uso do nome social e reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Sete anos depois, em 6 de abril de 2023, o Decreto nº 11.471 instituiu o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queers, Intersexos, Assexuais e outras (CNLGBTQIA+) no âmbito dos Direitos Humanos e da Cidadania. 

Mas a comunidade não deixa de passar por constrangimentos ao buscar um atendimento para saúde, por exemplo. De acordo com o Dossiê Saúde das Mulheres Lésbicas: promoção da equidade e da integralidade, de 40% a 60% das mulheres que acessaram serviços de saúde não revelaram a orientação sexual para os profissionais. Mais da metade daquelas que o fizeram, relatam reações negativas, discriminatórias ou surpresa: 28% observam um atendimento mais rápido e em 17% dos casos não foram solicitados exames que as pacientes entendiam ser necessários. 

Em contrapartida, há profissionais que lutam e trabalham a favor dos direitos e da saúde da comunidade LGBT+. Em julho de 2023, a agente comunitária de saúde (ACS) Karla Michelle Minervino venceu a 18ª Mostra Brasil, Aqui tem SUS com o projeto População LGBTQIAP+ sob a ótica do cuidado do agente comunitário de saúde: um relato experiência, devido ao trabalho realizado em São Rafael, uma cidade do interior do Rio Grande do Norte com quase oito mil habitantes.

A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) deve garantir a perspectiva da equidade e da diversidade no desenvolvimento das ações, programas, benefícios, serviços e projetos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Alguns dos trabalhos realizados para acolhimento e apoio de pessoas LGBT+ são:

  • Proteção Social Básica: dá acesso a benefícios socioassistencialistas, atendimento a famílias e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. 
  • Trabalho Social com Famílias: atua na prevenção e violações de direitos, fortalece potencialidades e desconstrói a discriminação por meio de campanhas, palestras, grupos e oficinas. 
  • Programa Acessuas Trabalho: promove e oferece condições e trajetórias de recuperação de oportunidades e ações voltadas à inserção do público LGBT+ no mercado de trabalho, em especial pessoas transexuais. 

“Ter empatia é revolucionário”

A comunicação e a ciência possuem um papel fundamental no processo de desmistificação e na resistência de pessoas LGBTQIAPN+. Além da educação em direitos humanos, trabalho realizado pelo Instituto Aurora, a linguagem utilizada em todos os meios tem o poder de formar a mentalidade e o comportamento da sociedade, que são influenciados pela cultura, especialmente no período de combate à desinformação que a humanidade vive. 

Nos anos 1980, por exemplo, momento em que houve uma explosão de casos de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), gays e transexuais foram incluídos como pessoas do grupo de risco. Uma desinformação amplamente reproduzida, mas advinda de preconceito e discriminação, visto que, naquele momento, pouco se sabia a respeito da doença e não havia nenhuma comprovação científica. 

Muito desse pensamento está associado a uma radicalização conservadora. No artigo O que significa educação em direitos humanos?, escrito por André Bakker da Silveira, o autor explica que esse extremismo se refere “às crenças e ações de indivíduos que fazem uso ou endossam a violência como forma de alcançar objetivos ideológicos, religiosos ou políticos (como ensinado pela professora da Universidade de Columbia Felisa Tibbitts). Soma-se a isso o fato de que, em grande parte, essas ideias são construídas sem lastro na realidade, isto é, envoltas de mentiras, informações falsas e teorias da conspiração”. 

Ainda que hoje a globalização e o rápido avanço das tecnologias possibilitem maior acesso a informações, estas chegam instantaneamente em volumes tão grandes que, muitas vezes, é difícil separar o que é verdadeiro do que é falso. Mas isso não é justificativa para que discursos preconceituosos ou que incitem o ódio sejam espalhados. 

Ao abordar o Discurso de ódio: ascensão da extrema-direita e práticas discursivas, Gabriela Assad destaca que essa prática é colocada contra grupos sociais minorizados, para manter o poder daqueles dominantes. E quando se trata das redes sociais ou canais de comunicação de massa, isso é potencializado. Não apenas pela facilidade de disseminação a um maior número de pessoas, mas também porque sentem maior liberdade para expor ideias supremacistas e carregadas de estigmas. 

Pensando nesse poder de influência destes meios, a Aliança Nacional LGBTI+, junto do GayLatino, criou um Manual de Comunicação LGBTI+, lançado através da Enciclopédia LGBTI+. O documento traz uma explicação completa das terminologias de gênero e orientação sexual, além de trazer as diferenças entre preconceito, estigma, estereótipo, discriminação e os diferentes tipos de violência. É possível encontrar ainda o resgate histórico de termos, siglas e marcos da luta da comunidade, desde a Grécia Antiga. 

Um dos fundadores do Grupo Dignidade e presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Toni Reis abordou o ativismo da comunidade na segunda edição do programa Pajubá, que dá voz às pessoas LGBT+. “A gente não pode combater ódio com ódio. A gente tem que combater o ódio com informação, com afeto, com empatia. Mostrar que a pessoa pode evoluir. E o respeito é uma evolução. Tem empatia é revolucionário”, declarou Toni. 

Veja algumas dicas de como atuar contra a LGBTfobia através de pequenas, mas bastante significativas, substituições na linguagem, indicadas pelo Manual:

  • GLS por LGBTI
  • Hermafrodita por intersexo
  • Homossexualismo por homossexualidade
  • Opção sexual por orientação sexual
  • “O” travesti por “A” travesti 
  • Assexual e não “assexuada” ou “assexuado”
  • Parceiro homossexual e casal homossexual por casal homoafetivo
  • Família homossexual por família homotransparental 
  • Mudança de sexo por readequação de sexo e gênero

No estudo Discursos sobre a criminalização da homofobia e da transfobia no portal de notícias O Antagonista, os pesquisadores Raylton Tavares e Rosângela de Sousa tratam das práticas sociais que perpassam corpos e linguagens. O livro em espanhol Violencia contra personas LGBTI, da Comisión Interamericana de Derechos Humanos, também trata dos diferentes tipos de violência e a dificuldade de acesso a dados reais de forma mais aprofundada.

A base para a construção de uma sociedade mais respeitosa e antiLGBTfóbica, assim como todos os preconceitos impregnados socialmente, está na educação. Por meio do projeto (Re)conectar, o Instituto Aurora aproxima pessoas para superar a violência nas escolas. Conheça e baixe os conteúdos gratuitamente.

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Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
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Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
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A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
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    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
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    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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