A terminologia utilizada até então para nomear o Golpe de 1964 parece não ser a mais apropriada para demarcar quais atores participaram ativamente desse movimento. O objetivo deste texto é apresentar um ponto de partida para essa discussão.

Por Gabriela Assad, para o Instituto Aurora

(Foto: João Henrique / Unsplash)

A proposta deste texto é discutir a adequação terminológica do Golpe de 1964 contra as estruturas do estado democrático de direito. Embora se fale que o golpe, iniciado na madrugada do dia 31 de março de 1964, tenha sido contra e pela deposição de João Goulart (PTB), ele, na verdade, foi contra a democracia – em clara articulação de diversos setores da sociedade. 

Abordar a intentona golpista apenas como “golpe militar” parece não ser a denominação mais apropriada, já que identificamos a participação de outros atores no regime ditatorial além dos militares. Da mesma forma, a terminologia “civil-militar”, apesar de demarcar a participação da sociedade civil, parece carecer de informações sobre o caráter de classe do regime. Defendemos, desse modo, a utilização da terminologia “civil-empresarial-militar” para adjetivar o golpe e o período ditatorial no Brasil. 

O redirecionamento dessa discussão ocorreu em virtude dos ataques golpistas do 08 de janeiro de 2023, nos quais os manifestantes que reivindicavam a intervenção militar no país possuíam financiamento do empresariado nacional, motivo pelo qual demandamos o reforço à memória e à história do Golpe de 1964 para que não se repita. Tais ataques demonstraram que a militarização dos espaços públicos, acirrada pelo governo Bolsonaro (2018-2022) em claro saudosismo à ditadura, deu os resultados esperados no tempo necessário.

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Publicado em 30/04/2025.

Breve histórico do Golpe de 1964: interesses emergentes e disputa por hegemonia

Há 61 anos, na madrugada do dia 31 de março para o dia 01 de abril de 1964, tanques saiam de Juiz de Fora, Minas Gerais (MG), indo em direção ao então estado da Guanabara, hoje território do Rio de Janeiro (RJ), na intenção de tomar o poder da república e concentrá-lo em mãos militares. 

Embora a conversa do presidente em exercício, João Goulart (PTB), em Brasília, tenha deixado claro sua resistência no Rio Grande do Sul com apoio das tropas do III exército, o presidente do Senado declarou vacância do cargo alegando que Goulart havia deixado o território nacional. Tal cenário deixou nítido o apoio das instituições do Estado, especialmente do Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal, no Golpe de 1964.

Em síntese, o Golpe foi uma reação de alguns setores à tentativa de João Goulart de ampliar a democracia brasileira, principalmente no pós-ditadura Vargas, através de reformas de base. Por reformas de base entendemos a proposição de algumas mudanças de caráter estrutural no Estado, as quais geraram um certo desconforto na burguesia brasileira à época, que não mais possuía condições de se perpetuar no poder.  

Dentre essas reformas podemos mencionar a reforma tributária, a qual visava a instituição de um imposto mais progressivo, aumentando a carga para os mais ricos e reduzindo o déficit público, e as reformas urbana e agrária, que coibiam a manutenção de terras improdutivas e permitiam a desapropriação em caso de desuso total/parcial. Esta última foi fundamental para estimular a intensa mobilização da burguesia, já que o Brasil possuía estruturas majoritariamente agrárias – herança de um passado colonial. 

Em um comparativo demasiado esdrúxulo, Goulart era, assim como Lula, acusado de ser comunista por suas reformas progressistas demais para o campo reacionário. No entanto, a defesa de direitos à classe trabalhadora, da cidade ou do campo, a defesa do direito ao voto – uma das reformas propostas por ele, visto que na Constituição de 1946 analfabetos ainda não votavam – ou o aumento da carga tributária para quem ganha mais, não faz, isoladamente, alguém comunista. 

Pelo contrário, nenhuma das reformas propostas por ele objetivava uma ruptura com o capital internacional, mas sim visava a formação do que considerava uma nação forte e desenvolvida economicamente sem prescindir de justiça social (Silva, 2019). Era, em suma, um governo que, passado o nacional-desenvolvimentismo das décadas anteriores, buscava quase que uma conciliação entre a burguesia nacional e o operariado. 

De algum modo, entretanto, o projeto de Jango mudava a agenda política que reinava no Brasil, uma agenda profundamente oligárquica e conservadora, razão pela qual o Golpe veio na tentativa de interromper essa empreitada. Sob uma atmosfera de “guerra interna”, a ditadura tratou de beneficiar os setores empresariais e a burguesia local – o chavão de “milagre econômico” surgiu a partir daí, onde os militares, com suas estruturas de repressão, sustentavam a falácia igualmente propagada pela grande mídia.  

Perante a justificativa de que a “revolução vitoriosa” teria impedido um “levante comunista no país”, a ditadura se instalou no Brasil por vinte e um anos, de 1964 a 1985, e, embora não surpreendente, com considerável apoio de massa. As instituições funcionavam sob o controle hiperbólico dos militares, através das quais se editavam Atos Institucionais (AI)

O primeiro (AI-1) veio pouco mais de um mês após o golpe, ainda em 1964, o qual conferia o poder ao presidente da república de suspender direitos políticos por até 10 anos e cassar mandatos legislativos sem a apreciação do judiciário. 

O segundo AI (AI-2), em 1965, dentre outras medidas, transferiu a competência para a Justiça Militar de processar e julgar os crimes de civis contra o que seria a “segurança militar” e instituiu o bipartidarismo, em que os únicos partidos permitidos eram a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), existente até hoje. 

O Ato Institucional mais conhecido, e talvez o mais danoso para as estruturas democráticas, é o AI-5, editado em 13 de dezembro de 1968. Nele, além de anunciar a primeira lista de cassações entre deputados, senadores e ministros do STF, foi autorizado o fechamento do Congresso Nacional e houve a decretação do estado de sítio, com a suspensão indeterminada de direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição. Ao todo foram 17 AIs, o último publicado em outubro de 1969. 

A fim de garantir a reprodução das estruturas de repressão do regime, diversas violações de direitos humanos foram perpetradas, dentre elas a detenção ilegal, a tortura e o desaparecimento forçado. A Comissão Nacional da Verdade (2014), em volume I do Relatório, demonstrou que, além da censura e vigilância permanente, a ditadura fazia uso de maneira sistemática de instrumentos mais violentos contra quem denominava de “inimigos da nação” – ou seja, todos aqueles que não compactuavam com o poder instituído, de militantes a políticos. 

Esse período nefasto da história brasileira não acabou com a eleição democrática do primeiro presidente pós-ditadura, Tancredo Neves, e a posse de José Sarney (1985-1990), então vice-presidente, isso porque seguimos sem trabalhar a memória do golpe na sociedade brasileira. A prova disso é que passamos quatro anos de governo Bolsonaro, no qual boa parte população corrobora(va) com suas ideias saudosistas da ditadura, e, por bem pouco, não elegeu um segundo mandato. 

Possivelmente, estamos diante de uma “fascistização do mundo”, nas palavras de Marcia Tiburi (2018). No Brasil, herança de um passado ditatorial que não se curou, a eleição de Bolsonaro, bem como a atual aliança do campo reacionário no Congresso Nacional, escancara o retrocesso democrático vigente. Mas, não apenas, demonstra os perigos de seguir fingindo que os anos de chumbo, período que corresponde à ditadura, não reverberam no país – isso inclui o veto de Lula à rememoração dos 60 anos do Golpe, em 2024. 

O Golpe Civil-empresarial-militar: adequação terminológica

Embora costumemos usar o termo “ditadura militar”, ou até “civil-militar”, para demarcar a participação de setores da sociedade civil na organização e no endosso à ditadura, este último talvez não seja suficiente para demarcar o caráter de classe do regime. Uma vez que não podemos descartar a participação do setor empresário no golpe, é necessário que a terminologia seja adequada para nomear o período.  

A participação da sociedade civil e do empresariado – nacional e estrangeiro – foram tão necessários para a articulação do Golpe quanto dos militares, razão pela qual apontamos a necessidade de reformular esse conceito para “civil-empresarial-militar” quando abordamos a ditadura que ocorreu entre 1964 e 1985.

A participação da sociedade civil

Quando falamos da participação de civis no Golpe de 1964 não estamos nos referindo apenas à contribuição de boa parte do setor industrial ou empresário, cenário que detalharemos no tópico seguinte, mas sim naqueles que, sem poderio econômico ou político, garantiram a ocupação das ruas em apoio à intervenção das forças armadas.  

O II volume do Relatório da Comissão Nacional da Verdade (2014) detalhou a colaboração de civis com a ditadura. De acordo com o Relatório, “a participação de setores civis no golpe de Estado de 1964, na efetivação do regime autoritário e posteriormente na montagem da própria estrutura da repressão é uma dimensão crucial daquele processo histórico”. Portanto, embora as forças armadas tenham assumido posição de destaque, esse fenômeno não foi exclusivamente militar. 

Nesse sentido, de acordo com Melo (2012), o que caracteriza a natureza “civil-militar” do golpe decorre não apenas do apoio de civis, mas da participação direta na preparação e execução do golpe. Talvez a construção mais expressiva da participação de civis no regime foram as “Marchas com Deus, pela Pátria e Família”, ocorridas antes e depois do Golpe – não é surpreendente que o lema Deus, Pátria e Família tenha ressurgido nos últimos anos. 

A própria votação expressiva para a ARENA, partido da ditadura, nas eleições parlamentares, principalmente as de 1966 e 1970, demonstra o apoio que as ideias difundidas pelo regime possuíam no seio da sociedade. Essa é a razão pela qual inferimos que o golpe foi uma operação política que contou com o apoio de uma parte da sociedade contra a outra – ou os outros, neste caso, os militantes, guerrilheiros, comunistas, artistas, alguns políticos, etc. 

De certo que a participação de civis nos movimentos que antecederam o Golpe e de apoio ao regime já em vigor não são escusas de responsabilidade das forças armadas, como se isso os tivesse legitimado. Do contrário, chamar atenção para a colaboração da sociedade civil no regime, ainda que não tão influente quanto as demais, nos impõe uma tarefa primordial de discutir o poder de influência da ideologia reacionária na composição dos delírios de massa. 

Em Os líderes e as massas, Gramsci (2023) aponta que é típico de líderes oportunistas culpar as massas por suas falhas e/ou traições. A vontade das massas, neste caso, é o reflexo das vontades dos chefes – estes seriam os líderes de governos, autoritários ou não –, ideologicamente propagandeada através dos meios de comunicação de massa. 

Dito isso, importante mencionar a relação entre a Agência de Inteligência dos Estados Unidos (USIA, na sigla em inglês) e a ditadura brasileira, especialmente no que tange ao controle ideológico.  

De acordo com Moser (2024), a ação da USIA no Brasil, além de se voltar para a construção de um consenso, o que incluiu popularizar e transmitir uma imagem positiva dos Estados Unidos, associando-o ao sucesso do desenvolvimento nacional, direcionou esforços para apoiar o novo regime caracterizando-o como revolucionário e democrático, inclusive no cenário internacional. 

A Agência, além disso, chegou a selecionar vários títulos de livros que deveriam sair pelas editoras brasileiras, como a Saraiva, e distribuídos aos estudantes. Os livros de Richard M. Ketchum “O que é democracia” e “O que é comunismo” são exemplos disso. No geral, os livros deveriam sustentar narrativas falaciosas em relação ao governo deposto, induzir a existência de uma infiltração comunista que justificaria a deposição do governo e demonstrar apoio ao regime (Moser, 2024). 

Em suma, a investigação revela a conexão entre os eventos que desencadearam o golpe e a inteligência dos Estados Unidos na construção narrativa do regime, de modo que, longe de se limitar à 1964, o governo estadunidense almejava controle político-ideológico de mais um extenso território latino-americano – a participação do governo dos EUA nas ditaduras latinas também foi apontada por Joffily (2018). 

A participação das empresas

As modificações na estrutura do capitalismo brasileiro no período da ditadura não permitem que negligenciemos o projeto de classe que tomou o Estado em 1964 (Melo, 2012). Isso porque, de algum modo, o golpe visava preparar o Brasil para uma modernização subalterna, dentro dos moldes – e limitações – próprias de um país de capitalismo periférico. 

O II volume do Relatório da Comissão Nacional da Verdade, denominado civis que colaboraram com a ditadura, seção 8, subseção II e III (ou B e C), aponta a participação de grandes grupos econômicos nos acontecimentos do período, incluindo a repressão aos trabalhadores – cuja realização ocorreu sob a justificativa de proteção aos “invasores comunistas” nas empresas –, bem como a superexploração da força de trabalho. 

A Comissão apontou, ainda, a participação de alguns grupos no financiamento das atividades do IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais) – um dos principais articuladores do Golpe de 64, através de campanhas publicitárias e distribuição de livros e curtas-metragens –, tais como a Light, o Grupo Gerdau, o Grupo Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo

Nesse sentido, Santos e Costa (2022) apontam que o movimento de deposição do presidente Goulart foi incentivado, corroborado e legitimado pela atuação da grande imprensa – fundamental para entender os aspectos ideológicos que interligam o discurso da imprensa e o contexto político em que ela se insere. As pesquisadoras levantaram o papel da Folha de S. Paulo no Golpe de 64, cujo lucro foi mais significativo nos anos de chumbo.

O jornal atuou estrategicamente no campo ideológico de acordo com o momento político. Prática percebida nos discursos utilizados, as matérias eram elogiosas ao papel das forças armadas diante daquilo que se considerava “tendência anticomunista” (Santos; Costa, 2022). Não demorou muito para que, na década de 80, assumisse uma postura democrática quando todos os outros segmentos defendiam a ideia – rebranding necessário para que o lucro se mantenha. 

O livro A serviço da repressão (Ribeiro, et al., 2024) aborda a participação do Grupo Folha nas violações de direitos Humanos na ditadura. Flora Daemon, professora da UFFRJ e uma das pesquisadoras do livro, sustenta que a colaboração do Grupo não se deu apenas na utilização da imprensa para disseminar os ideais do regime, mas também influiu na sustentação material do golpe, inclusive com financiamento ao IPES, apontado pelo Relatório da CNV como o “ovo da serpente” do Golpe de 1964. 

Além disso, o Relatório apontou a fundamental participação dos empresários industriais do estado de São Paulo no abastecimento de unidades militares com veículos, peças de exposição e equipamentos variados. Essa participação foi uma via de mão dupla, visto que houve crescimento significativo nos ganhos econômicos das empresas participantes do golpe. 

Por fim, a própria Comissão ressalta que, embora falemos da participação de civis ao longo do regime ditatorial, é importante que lembremos da colaboração dos grandes empresários no fortalecimento e financiamento das estruturas de repressão. A participação do empresariado nas graves violações de direitos humanos ocorridas no período foi demonstrada no filme Pra frente Brasil!, de Roberto Farias. 

As violações, de acordo com o Relatório, ocorriam em três frentes. Através do uso da força, com perseguições, torturas e encarceramento, na atribuição de “inimigo da nação” e subversivo ao trabalhador e, por fim, com a divulgação do que consideravam “listas negras”, ou seja, os nomes dos trabalhadores que deveriam ser investigados. 

Concomitante a isso, foi observada a intensificação da exploração da força de trabalho, o que se refletiu no aumento do número de acidentes de trabalho, principalmente em 1976, quando o Brasil foi o campeão mundial de acidentes de trabalho, com 743.025 sinistros e 3.900 mortes. No entanto, o setor privado nacional não era o único envolvido na mobilização pelo regime, tampouco em exploração de mão de obra. 

A participação da Volkswagen na ditadura foi sintetizada por Silva, Campos e Costa (2022). Assim como a Folha, a montadora cresceu ao longo da ditadura, isso se deu – não somente, mas também – em virtude da comprovada colaboração da empresa com órgãos repressivos da ditadura. Documento enviado pelo diretor geral da polícia do DEOPS, Departamento de Ordem e Política Social, admitiu a sua participação no regime através da vigilância dos operários. 

Não surpreende, no entanto, que a própria construção da empresa remeta a um período autoritário. A empresa, que praticamente participou daquilo que viria a ser o nazismo, nasceu a partir de uma ideia do Partido Nacional-Socialista Alemão, em 1930. Após o fim da guerra, e ainda com participação ativa no capital estatal alemão, a montadora teve sua primeira filial no exterior, no Brasil, mercado mais atrativo da América Latina. 

Em setembro de 2020, o Ministério Público Federal (MPF) realizou um acordo com a Volkswagen para reparar as violações cometidas durante a ditadura. O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado impele a doação de R$ 36 milhões para iniciativas ligadas à defesa de direitos humanos, além da investigação de crimes cometidos à época. Parte desse montante deverá ir para ex-trabalhadores ou seus sucessores. 

Além disso, em 2022 a montadora foi, finalmente, responsabilizada pelos crimes cometidos à época da ditadura em fazendas da Amazônia (LINK). A denúncia se tratava de acusações de trabalho escravo e ameaças a trabalhadores da fazenda da montadora, no Vale do Rio Cristalino, em Santana do Araguaia, no Pará. Em decorrência dos incentivos oferecidos pelos militares, a empresa se instalou na região visando produzir o que chamou de “gado do futuro” – que, é claro, contou com denúncias de desmatamento ilegal.

Nesse viés, a Organização das Nações Unidas (ONU), em relatório denominado Normas sobre as Responsabilidades das Empresas Transnacionais e Outras Empresas em Relação aos Direitos Humanos (2003), apontou que as corporações têm o dever de, dentro de suas respectivas esferas de influência, promover e proteger os direitos humanos consagrados pelo direito internacional e pela legislação local, incluindo os direitos e interesses dos povos indígenas e dos mais vulneráveis. 

Portanto, independe se a empresa estava no pleno exercício de suas funções, garantidas por contrato ou pelas leis nacionais, é responsabilidade da própria companhia zelar pela proteção e promoção dos direitos humanos de todos aqueles que, de algum modo, são afetados pela sua atividade. Isso inclui a responsabilização corporativa por fatos passados, ainda que anteriores ao tratado internacional, por se tratarem de normas imperativas. 

Tal cenário comprova o caráter empresarial da ditadura brasileira, a qual tinha como principais beneficiários as maiores companhias privadas, nacionais ou estrangeiras, que mantinham atividades no país – ao mesmo tempo em que os trabalhadores e integrantes das classes subalternizadas eram as principais vítimas das violações de direitos perpetrados pelo período. 

O poder nas mãos dos militares

Embora o caráter de classe do regime não seja apagado com a ocupação permanente de generais do exército na presidência, devemos apontar como fundamental a direta intervenção dos militares no Golpe de 1964. Mantenedores das forças autoritárias do Estado, e com o legítimo monopólio da violência, as forças armadas garantem –  ao menos declaradamente constituídas dessa forma – a lei e a ordem. 

Nesse sentido, a repressão a um “inimigo” criado – profundamente classista, racista e misógina –, disseminada pela ideologia do regime ditatorial, só poderia ser feita pelas estruturas militarizadas do Estado. Esse “inimigo” a ser combatido, discursivamente criado, atentaria contra a “ordem” da nação, a família e os bons costumes, razão pela qual demandaria forças especiais para a sua repressão.

Até hoje, em clara conciliação com as forças armadas pós-redemocratização, o artigo 142 da Constituição Federal (1988) atribui às forças armadas a Garantia da Lei e Ordem (GLO), bem como da defesa nacional e dos poderes constitucionais – esse dispositivo segue sendo utilizado para justificar práticas autoritárias e antidemocráticas, a exemplo da Intervenção Federal no Rio de Janeiro, em 2018. 

Relatório da Comissão Nacional da Verdade aponta a função dos militares no aparato de repressão necessário à manutenção do regime. Um dos principais centros de tortura e morte na ditadura foi o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), do I Exército. Do total de presos políticos que passaram pelo DOI-CODI, o Relatório aponta 49 mortos, destes, 33 seguem desaparecidos. 

A CNV apontou, ainda, a investigação a respeito da tortura e assassinato cometido contra Rubens Paiva, ex-deputado federal (PTB), preso em 1971 por conspirar contra o regime. A história de Paiva foi tema do filme, adaptado do livro homônimo, Ainda estou aqui (2024), escrito por Marcelo Rubens Paiva – filho de Rubens – e dirigido por Walter Salles.

O próprio Hospital Central do Exército (HCE) foi apontado como um dos centros de repressão, como demonstra o Relatório. Relatos obtidos pela CNV apontaram a prisão e a tortura cometida pelos militares dentro das dependências do Hospital. De acordo com informações recebidas pelo Ministério Público Federal, responsáveis pela busca e apreensão, os servidores ocultaram documentos antes da diligência da CNV. 

Outro local apontado como uma das instalações militares responsáveis por aplicar práticas de tortura e outras violações de direitos humanos é a base de fuzileiros navais da Ilha das Flores, no Rio de Janeiro. Há relatos de que os militares utilizavam, dentre os instrumentos de tortura, a palmatória, os eletrochoques e o pau de arara. Ao menos 200 pessoas estiveram presas no local – número impreciso em decorrência das obstruções realizadas no período.   

Importante frisar, no entanto, que, embora a maior parte dos militares em serviço à época ditatorial era condescendente com as práticas do regime, o Relatório da Comissão apontou a repressão e a tortura contra alguns militares que não compactuavam com tais práticas – alguns, inclusive tendo sido exilados –, a maioria sendo acusado de “comunista”. Isso significa dizer que o regime vislumbrava tornar as forças armadas um centro de poder, onde todos ali possuíssem os mesmos ideais. 

De acordo com o a CNV, a política de cassação nas Forças Armadas atingiu centenas de oficiais e praças. No entanto, a maioria dos militares atuou discretamente nos partidos de oposição pela agenda da redemocratização. Muitos deles acabaram fundando associações de militares após o retorno da democracia e a concessão de uma anistia ampla, geral e irrestrita – vide Lei da Anistia (1979). 

Não obstante a isso, resta claro que os militares deram sustentação repressiva e bélica ao regime, embora a sustentação ideológica e financeira tenha ficado a cargo de outros atores. O medo mobilizado antes e, principalmente, após 1964 pelas forças armadas no comando do executivo federal, as quais governavam através de seus atos institucionais, demonstrou ser fundamental para que quaisquer insurgências revolucionárias fossem silenciadas – o que não significou a inexistência de resistência por parte da sociedade civil.  

Ditadura nunca mais

A história se repete duas vezes, a primeira como tragédia, a segunda como farsa. A essa conclusão chegou Marx (1852) quando, interpretando Hegel, analisou a conjuntura segundo a qual Luis Bonaparte ascendeu na França. Eduardo Galeano (2020), por sua vez, ao discorrer sobre os períodos de exploração e repressão nos quais a América Latina foi mergulhada, aponta que, entre nós, a tragédia se repete do mesmo modo, como tragédia. 

Dessa forma, podemos afirmar que, sob o perigo de repetir a história do Golpe de 1964, de maneira tão trágica quanto, é imprescindível analisar as condições sob as quais essa ameaça ganha corpo. Essa discussão torna-se necessária uma vez que experiências recentes sugerem que as forças armadas seguem sendo um risco à estabilidade da democracia. 

O quadro de instabilidade ficou demonstrado não somente após 2018, quando o militar reformado, Jair Bolsonaro, assumiu a presidência da república carregando consigo boa parte da estrutura militarizada da qual ele mesmo se desvencilhou para entrar na política mas, principalmente, após o término das eleições de 2022 – ocasião em que o cargo de chefe do executivo foi concedido à Lula. 

As diversas manifestações de caráter golpista, as quais pediam pela Intervenção Militar no país, bem como a anulação das eleições democráticas pelos militares, apesar de terem sido articuladas por civis – com o financiamento de muitos empresários, diga-se de passagem –, caminham lado a lado com a ideologia conservadora e reacionária das forças armadas.

Culminando no ataque às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 08 de janeiro de 2023, símbolos do Estado Democrático de Direito, esses atos antidemocráticos, comprovadamente realizados com a omissão de muitos agentes de segurança pública, sugerem uma tentativa, ainda em voga, de militarização da política nos moldes de 1964.

Assim como a conjuntura que deu vasão ao Golpe, a crise socioeconômica brasileira, bem como as raízes coloniais racistas, segue sendo uma das maiores justificativas utilizadas para a eleição de figuras autoritárias, como Bolsonaro, bem como o consentimento ao uso da repressão pelo Estado. É perceptível, no entanto, que esses discursos acabam por ser uma cortina de fumaça para inebriar as reais intenções do setor reacionário.

Justiça de Transição: verdade, memória e reparação 

A Justiça de Transição é composta por medidas políticas, jurídicas e, por vezes, econômicas, geralmente promovida após um período de governos autoritários e ditatoriais – como foram as ditaduras na América Latina –, nos quais a população e/ou grupos subalternizados vivenciaram quadros de repressões perpetrados pelo Estado. O conceito de  justiça de transição, juridicamente, originou-se no Direito Internacional após a criação do Tribunal de Nuremberg, para julgar criminosos nazistas pós – 2° guerra. 

As políticas que compõem a justiça de transição devem envolver, necessariamente, a discussão acerca da memória e da busca pela verdade da época, isso porque a possibilidade de pleitear acesso à justiça – princípio fundamental dentro do Estado Democrático de Direito – demanda a existência de informações verídicas e transparentes sobre o período que corresponde a violação.  

A memória, neste caso, é uma construção e pode ser formada no seio da sociedade – diferente da história, que possui uma leitura teórico-científica sobre um fato passado. Ou seja, nem sempre a memória e a história andam juntas, razão pela qual a memória pode ser controlada mediante discursos (a exemplo dos pedidos pela volta da ditadura, com a justificativa de que o período foi o auge da prosperidade econômica e social do país embora as pesquisas demonstrem o oposto). 

O lema “lembrar para não repetir” parece ser útil aqui. Tendo em vista que a memória pode ser uma construção social, a ausência dela também é. Portanto, a ausência de memória sobre períodos autoritários, como a ditadura civil-empresarial-militar (1964-1985), é uma construção político-ideológica por parte de alguns setores da sociedade, em especial, aqueles já citados por corroborarem com o regime. 

O silêncio que a ditadura impôs no passado parece se perpetuar no presente, não apenas com a recusa em (re)memorar e, consequentemente, responsabilizar, as violações de direitos humanos cometidas à época, mas também com a manutenção das estruturas autoritárias e violentas que dão causa, por exemplo, ao genocídio da juventude negra e periférica no país. Longe de enfrentar o passado, a ausência de memória nos condena às sombras. 

A Comissão Nacional da Verdade, instituída pela Lei 12.528/11, foi um dos pilares fundamentais na concretização da justiça de transição no Brasil, bem como no fortalecimento de uma democracia tão jovem, principalmente por (re)lembrar os horrores da ditadura e nomear os perpetradores de violações de direitos humanos, possibilitando a sua responsabilização. 

No entanto, apenas essa medida não parece ser suficiente. A Anistia, Lei n° 6.683/79, ainda em vigor no país, concedeu anistia a todos os considerados criminosos políticos, aos que tiveram direitos políticos suspensos e aos servidores da administração, incluindo os militares. Embora esse diploma tenha retirado do rol de criminosos políticos aqueles que foram, injustamente, acusados pelo regime, ele acabou por conceder anistia àqueles que violaram direitos humanos – apesar do direito internacional dos direitos humanos rejeitar a utilização da anistia como excludente de responsabilidade.

Educação em Direitos Humanos

Não é de hoje que a educação é um campo em disputa no país, cenário já apontado por Paulo Freire, razão pela qual o educador foi um dos exilados da ditadura, ficando fora do país de 1964 a 1980. Uma das reformas de Jango era, inclusive, com relação à educação. Além de trabalhar pela ampliação do acesso às universidades, enxergava no método de Freire a criação de um plano nacional de alfabetização.

Na sociedade capitalista, a escola funciona como um local de reprodução do modo de produção capitalista, de modo a formar novos trabalhadores – Freire vislumbrou isso quando apontou a existência de uma educação bancária, na qual os estudantes são depositários e meros reprodutores de conhecimento. 

Em Pedagogia do Oprimido, livro finalizado em seu exílio no Chile, Freire aponta que a educação bancária é utilizada como um instrumento de opressão. Uma vez que anula o poder criador dos educandos e estimula a ingenuidade ao invés da criticidade, é uma dimensão da cultura do silêncio, logo, reflete a sociedade opressora (Freire, 1987). 

Nesse sentido, Ferreira e Santos (2024) consideram que o Novo Ensino Médio (NEM), proposto e sancionado pelo então presidente Michel Temer, através da Lei 13.415/17, possuía raízes autoritárias e ideológicas na ditadura civil-empresarial-militar brasileira. Embora tais mudanças tenham sido propagadas como neutras, para declaradamente melhorar a educação no país, ela é carregada de vieses ideológicos – para construir consensos e trabalhar no sentido hegemônico. 

Tal reforma na educação fez parte de um conjunto de medidas propostas por Temer, tal qual a reforma da previdência e a reforma trabalhista. A intenção era não mais preparar o estudante para a universidade, mas sim para o mercado de trabalho. Sob o mesmo discurso de “preparar a mão de obra técnica necessária para o desenvolvimento do país” utilizada pelos militares quando na publicação da Lei 5.692/71, a inspiração ditatorial de Temer continuou com Bolsonaro. 

De outro modo, a Lei 14.945/24, sancionada por Lula e que começa a ser aplicada em 2025, revoga parcialmente a anterior. A promulgação garante a manutenção da carga horária em 2.400 destinadas à Formação Geral Básica (FGB), já definida na BNCC – antes essa carga havia sido reduzida para 1.800 horas. Os itinerários formativos, que dão a escolha aos alunos sobre os processos educativos, ficaram com carga horária mínima de 800 horas, podendo chegar a 1.200.  

Embora ainda possua ressalvas, como quanto aos itinerários formativos – divididos em linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; e formação técnica e profissional – e a capacitação dada aos profissionais da educação para articulá-los, a revogação parcial do antigo NEM oferece um sopro à comunidade acadêmica. 

A educação, quando na busca pela construção de um pensamento acrítico, reprodutor e ideologizado – cenário vislumbrado com a reforma de 2017 –, só serve aos propósitos da burguesia, razão pela qual Ferreira e Santos (2024) apontam a educação como fundamental na produção de um consenso e na garantia de reprodução da estrutura capitalista, e com o menor uso possível da coerção. 

De outro modo, a Educação em Direitos Humanos, por ser profundamente questionadora, dialógica, inclusiva e democrática, longe de caminhar no sentido hegemônico, caminha no sentido de disruptura com o consenso produzido no seio da sociedade, razão pela qual a apontamos como uma alternativa concreta diante de ideologias autoritárias. 

Considerações finais

A ditadura foi e é uma construção histórico-social na sociedade brasileira, na qual a versão da memória que prevalece oculta, vela – no sentido freireano de velar uma realidade dada –, os reais atores que contribuíram e deram causa ao Golpe de 1964. A fim de nomear os partícipes dessa trama, propusemos a readequação da terminologia para “golpe civil-empresarial-militar”, uma vez que a sociedade civil, o empresariado e os militares tiveram, não igual, mas fundamental participação no regime. 

É verdade que o período ditatorial não inseriu nada novo na sociedade, apenas reforçou aquilo que o Brasil já possuía, como o racismo, patriarcalismo, colonialismo, reacionarismo etc. Do mesmo modo, a eleição de figuras autoritárias e antidemocráticas, justamente pela ausência de um amplo trabalho na história e na memória do período, reacende a chama pelo que foi – ou pelo que acham que foi – a ditadura, com os devidos valores incutidos. 

Apontamos, por fim, a Educação em Direitos Humanos como uma das formas de enfrentamento, além ou dentro do escopo da Justiça de Transição, ao saudosismo e conservadorismo presente nas ideologias de extrema-direita que levam à cenários antidemocráticos. Se a concepção bancária nega a própria razão de existir da educação, a educação libertadora a reafirma, de modo a questionar as ideias hegemônicas que sustentam o autoritarismo.

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Outras referências que usamos neste artigo:

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. 

GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2020. 

GRAMSCI, Antonio. Os líderes e as massas: escritos de 1921 a 1926. 1.ed. São Paulo: Boitempo, 2023.

MARX, Karl. 18 de brumário de Luís Bonaparte. São Paulo: Boitempo, 2011.

RIBEIRO, Ana Paula Goulart; ROMANELLI, Amanda; BONSANTO, André; DAEMON, Flora; ROUCHOU, Joëlle; PEDRETTI, Lucas. A serviço da repressão: Grupo Folha e violações de direitos na ditadura. 1ed. Rio de Janeiro: Mórula Editora, 2024.

SANTOS, Cynthia Adrielle da Silva; COSTA, Alessandra. Empresas e ditadura civil-militar brasileira: os editoriais do jornal Folha de S. Paulo em uma perspectiva histórica. Cadernos EBAPE.BR, Fundação Getúlio Vargas, v. 20, nº 5, Rio de Janeiro, Set.- Out. 2022.

SILVA, Marcelo Almeida de Carvalho; CAMPOS, Pedro Henrique Pedreira; COSTA, Alessandra. A Volkswagen e a ditadura: a colaboração da montadora alemã com a repressão aos trabalhadores durante o regime civil-militar brasileira. Revista Brasileira de História, v. 42, nº 89, São Paulo, 2022.

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
Minha empresa quer doar

    Minha empresa quer doar
    [caldera_form id="CF5f3eb06356163"]
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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