Você sabe o que são os direitos sexuais e reprodutivos? Este artigo apresenta alguns de seus principais avanços históricos, analisa os desafios que ainda dificultam a sua plena efetivação e também procurar entender como eles se relacionam com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 5 (ODS 5), que trata sobre a igualdade de gênero. Por fim, destacamos o papel fundamental da educação em direitos humanos na consolidação desses direitos para fortalecer a autonomia e o livre exercício de escolha de todas as pessoas.

Por Natália Rocha, para o Instituto Aurora.

(Foto: Mart Production / Pexels)

Os direitos sexuais e reprodutivos são pilares fundamentais para a dignidade, saúde e igualdade de gênero. Ainda assim, em diversos contextos, eles permanecem ameaçados por barreiras legais, culturais e/ou institucionais.

Garantir que todas as pessoas (mulheres, homens, pessoas trans, lésbicas e não-binárias) tenham o poder de decidir livre e responsavelmente sobre os seus corpos e as suas vidas é condição essencial para uma sociedade mais justa e sustentável.

Esses direitos não se restringem às mulheres, embora elas sejam, com frequência, as mais responsabilizadas e afetadas pela sua violação. Eles dizem respeito a todos e são fundamentais para a conquista da autonomia corporal e da independência individual.

O que vamos abordar neste artigo:

Publicado em 18/06/2025.

Mas afinal, o que são os direitos sexuais e reprodutivos?

Segundo o Ministério da Saúde, os direitos reprodutivos dizem respeito à capacidade das pessoas decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas. Eles também envolvem:

  • O direito às informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não ter filhos.
  • E o direito de exercer a sua sexualidade e reprodução livre de discriminação, imposição e violência.

Ou seja, estão ligados com os direitos sexuais, que têm relação, dentre outros, com os seguintes temas:

  • O direito de viver e expressar livremente a sua sexualidade sem violência, discriminações e imposições e com respeito pleno pelo corpo do(a) parceiro(a);
  • Direito de escolher o(a) parceiro(a) sexual;
  • Direito de viver plenamente a sexualidade;
  • Direito de ter relação sexual independente da reprodução;
  • Direito ao sexo seguro para prevenção da gravidez indesejada e também de DSTs;
  • Direito a serviços de saúde que garantem privacidade, sigilo e atendimento de qualidade e sem discriminação;
  • Direito à informação e à educação sexual e reprodutiva.

Discutir sobre esses direitos significa falar sobre métodos contraceptivos e o direito ao aborto, mas não se restringe a isso. Falamos também sobre o direito ao planejamento familiar, ao pré-natal, ao atendimento digno nos postos de saúde, e, principalmente, sobre o acesso a informações claras e seguras envolvendo todos esses temas. É só através da garantia de cada um desses pontos que podemos falar, verdadeiramente, que as pessoas estão resguardadas e possuem o direito à escolha.

Avanços históricos dos direitos sexuais e reprodutivos

Como esses direitos são tratados frequentemente nas agendas de direitos humanos e feministas, muitos avanços foram conquistados ao longo dos anos. Alguns deles são os seguintes:

Reconheceu o direito de mulheres e homens decidirem livremente o número e o espaçamento dos filhos.

  • Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (Cairo, 1994).

Este programa reafirmou que o empoderamento e a igualdade de gênero são fundamentais para o desenvolvimento sustentável.

  • Beijing Platform for Action (1995).

Estabeleceu que os direitos humanos de mulheres incluem seu direito de controlar e decidir livremente e de forma responsável sobre a sua sexualidade, inclusive saúde sexual e reprodutiva, sem coerção, discriminação ou violência.

  • Revisões e metas da Agenda 2030.

A meta 5.6 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) busca assegurar o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva e aos direitos reprodutivos, conforme o Programa de Ação do ICPD e a Plataforma de Beijing.

Esses marcos favoreceram a expansão de serviços de saúde reprodutiva, o reconhecimento jurídico dos direitos sexuais, e a inclusão desses temas em agendas nacionais e internacionais, mas sabemos que ainda existem muitos desafios e barreiras que precisamos enfrentar para garantir a concretização desses direitos.

Desafios na garantia dos direitos sexuais e reprodutivos

Escolher ter filhos, decidir sobre o seu número e o intervalo entre eles deveria ser um direito básico. “No entanto, para muitas pessoas, essa escolha reprodutiva que mais altera a vida não é, de fato, uma escolha”, segundo relatório “Vendo o Invisível, da UNFPA. A proporção de gestações de mulheres e meninas que não escolhem deliberadamente ter filhos é, conforme a ONU, a metade de todas as gravidezes que acontecem no mundo, ainda que a contracepção moderna e eficaz esteja, atualmente, amplamente (mas não universalmente) disponível.

“Isso serve para nos lembrar quantas pessoas (especialmente mulheres e meninas) enfrentam limitações no exercício de seus direitos básicos.” É um sinal de que a discriminação continua a afetar as suas vidas e também que existem disparidades em termos de direitos e justiça, igualdade de gênero, dignidade humana e bem-estar social (Informações do relatório “Vendo o invisível: em defesa da ação na negligenciada crise da gravidez não intencional”).

Como já comentamos, no entanto, os direitos reprodutivos e sexuais não se resumem a evitar uma gravidez não desejada. E algumas das principais barreiras na garantia desses direitos envolvem:

Barreiras institucionais e legais

Exemplos:

  • Restrições ao acesso ao aborto legal e seguro, à contracepção e à educação sexual.
  • Exigências de consentimento de terceiros para adolescentes e pessoas com deficiência.

Normas sociais e estigma

Exemplos:

  • Vergonha, medo e mitos sobre os métodos contraceptivos, que geram desinformação.
  • Violência de gênero e coerção sexual.

Desafios de acesso e qualidade

Exemplos:

  • Serviços de saúde concentrados em áreas urbanas.
  • Desrespeito e a falta de atendimento digno ou adaptado a jovens, população LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência.

Desigualdade econômica e educacional

Exemplos:

  • Estudos indicam que mulheres com menos anos de escolaridade têm menos acesso à informação e, consequentemente, menor poder de decisão.
  • Países com médio e baixo desenvolvimento econômico também apresentam maiores taxas de gravidez não planejada e menor autonomia na tomada de decisões reprodutivas.

A importância do ODS 5

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) buscam erradicar a pobreza e promover uma vida mais digna para todas as pessoas. Você pode entender mais sobre eles lendo este nosso outro artigo ODS: o que essa sigla significa e como ela impacta o mundo hoje.

O ODS 5 busca “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas” e possui nove principais metas, que você pode conferir lendo esse outro texto do nosso blog: ODS 5: por que a igualdade de gênero é essencial para o cumprimento de toda a Agenda 2030.

Quando serviços sexuais e reprodutivos não são totalmente apoiados e priorizados, a autonomia de mulheres e meninas é desvalorizada, e isso entra em conflito direto com os objetivos do ODS 5.

Além disso, “quando as pessoas são capazes de exercer uma escolha real e consciente sobre a sua saúde, seus corpos e futuros, elas podem contribuir para sociedades mais prósperas e um mundo mais sustentável, igualitário e justo” (relatório “Vendo o invisível: em defesa da ação na negligenciada crise da gravidez não intencional”), o que contribui para o avanço de outros ODS, que não só o número 5.

Nesse sentido, empoderar mulheres e meninas significa melhorar a vida de toda a sociedade, e deve ser um objetivo essencial a ser alcançado por qualquer país que se diz preocupado em criar um mundo mais justo e igualitário.

O papel da educação em direitos humanos

Uma educação transformadora em direitos humanos, incorporada à educação reprodutiva e sexual, é fundamental para:

  • Informar e conscientizar sobre corpos, sexualidade, reprodução, métodos contraceptivos e autonomia;
  • Desconstruir mitos;
  • Falar sobre consentimento;
  • E promover atitudes de respeito e não discriminação, por exemplo.

Através da educação, promovemos a cidadania e incentivamos as pessoas a buscarem compreender melhor os seus direitos. Cidadãos e cidadãs conscientes tornam-se agentes da transformação que exigem políticas públicas e serviços de qualidade, e também são livres para decidir sobre os próprios corpos.

Um país que se preocupa com a consolidação dos direitos reprodutivos e sexuais demonstra estar ciente das metas propostas pela ODS 5. Os avanços históricos demonstram conquistas importantes, mas sabemos que muitos desafios ainda persistem, e acreditamos que é através da educação que várias mudanças começam a surgir.

Conheça e promova os projetos do Instituto Aurora. Juntas e juntos, podemos contribuir para criar uma sociedade mais justa, igualitária e sustentável.

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Outras referências que usamos neste artigo:

Declaração e Plataforma de Ação de Pequim sobre a Mulher

Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais | Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente

Direitos sexuais e reprodutivos | Podcast Desteoriza

Direitos sexuais e reprodutivos: uma perspectiva feminista | Sonia CorrêaI e Rosalind Petchesky

Os direitos reprodutivos das mulheres no Brasil | Podcast Café da Manhã

Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça | Ipea

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Liberdade de pensamento: você tem?
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
Formações customizadas
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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