O negacionismo científico e climático é um comportamento que leva a recusa da lógica e aceitação do que não se tem comprovação, refletindo num atraso evolucionário.

Por Josiane Iurkiu, para o Instituto Aurora.

(Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil)

O negacionismo científico e climático é um tipo de atitude que pode desencadear a propagação de discursos de ódio e extremismos em diferentes contextos, como no ambiente escolar. Este é um dos termos presentes no “Glossário educativo para a identificação e prevenção de discursos de ódio e extremismos na escola”, que faz parte do projeto “(Re)conectar” do Instituto Aurora, e está disponível para download gratuito. Neste artigo, vamos nos aprofundar sobre o tema.

Tópicos do artigo:

Publicado em 30/10/2024.

O que é negacionismo científico e climático?

Segundo a Academia Brasileira de Letras, a definição de negacionismo é: “Atitude tendenciosa que consiste na recusa a aceitar a existência, a validade ou a verdade de algo, como eventos históricos ou fatos científicos, apesar das evidências ou argumentos que o comprovam“. Em síntese, é não admitir algo já comprovado. 

Ir contra as evidências é um comportamento que já foi observado em vários momentos da nossa história. Seguem alguns exemplos de negacionismos:

  • O Movimento Ludista, que se deu no final do século 18, início do século 19, associado ao desenvolvimento industrial na Inglaterra. Neste movimento, os indivíduos que não aceitavam as máquinas e, portanto, temiam perder seus empregos, invadiam as fábricas e destruíam as máquinas, pressionando os empresários e causando grandes prejuízos; 
  • A Revolta da Vacina, que ocorreu em 1904, no Rio de Janeiro-RJ, contra a obrigatoriedade da vacina contra a varíola;
  • A negação do Holocausto, que foi estudado pelo historiador francês Henry Rousso, criador do termo (negacionismo), no final da década de 1980. Ele chamava de negacionista todo aquele que se negava a admitir o holocausto cometido pelo regime nazista, no período da Segunda Guerra Mundial, conforme podemos ver sua menção no texto: “O que é o negacionismo climático e como ele se manifesta?” publicado no site do National Geographic; 
  • O descrédito das lutas negras e indígenas em nossa história, como os movimentos abolicionistas que antecederam a Independência do Brasil, os quais nem são mencionados em salas de aula, como podemos conferir no artigo da BBC, “Como o Dia da Independência apagou a memória da luta negra por independência e abolição”;
  • E, um caso mais recente e de consequências generalizadas, o Aquecimento Global e a influência humana sobre esse fenômeno.

O negacionismo científico busca respostas rápidas, quer o imediatismo, sem comprovação mesmo. Quer que a resposta apenas sirva seu propósito de interesse, seja ele negar um fato histórico, um novo tratamento médico ou as interferências climáticas.

O negacionismo ignora qualquer comprovação, pois interfere diretamente nos interesses, nas conspirações por eles criadas, e em suas crenças.

Na saúde, a desinformação gerada pelo negacionismo, teve consequências graves no período da pandemia da Covid-19. O descrédito sobre a importância das vacinas contribuiu para 75% de óbitos por Covid-19 em 2021, segundo publicação no Portal do Butantan.

E ainda, na saúde, recentemente um dossiê entregue à ministra dos Direitos Humanos Macaé Evaristo, questiona a terapia ABA – Applied Behavior Analysis, que em português significa: “Análise do Comportamento Aplicada”. A terapia é recomendada por médicos e especialistas em TEA (Transtorno do Espectro Autista), e uma ciência já consolidada, com resultados positivos.

No Brasil, o desastre de Porto Alegre ocorrido em 2024, tem relação direta com o negacionismo da ciência, visto que faltou preparo e planejamento para enfrentar um evento extremo já anunciado. Uma vez que, para a comunidade científica, o fenômeno não foi surpresa, mas foi sim ignorado pelas autoridades competentes, acarretando prejuízo patrimonial e de vidas.

O negacionismo climático

O negacionismo climático tem apoiadores principalmente no setor agropecuário. Em seu meio, repercute a ideia de que ambientalismo e comunismo estão intimamente ligados. A suposição vem da conspiração de que há um interesse por trás das informações divulgadas sobre o aquecimento global, de que querem impedir o uso integral da propriedade privada, reduzindo a área produtiva e consequentemente seus lucros. 

Há também uma crescente negação mundial em ESG – Environmental, Social and Governance, que são um conjunto de padrões e metas a cumprir por organizações que desejam estar em conformidade com as questões ambientais. Existe até uma denominação para isso, que é “Greenlash”, movimento que propõe atrasos nas políticas de sustentabilidade, sob o argumento da necessidade de mais tempo para realizar as alterações essenciais e a alegação de que as mudanças trariam problemas econômicos de amplitude global e de difícil resolução. São argumentos que não se sustentam, mas que entre os negacionistas têm seu valor, já que cumprem o papel de proteger seus interesses.

Entretanto, há no meio corporativo quem perceba que a economia sustentável pode ser ainda mais rentável do que manter a forma de vida como temos hoje. Algumas organizações já investem em tecnologias de produção sustentável e se empenham para envolver a população que vive no seu entorno, implantando projetos sociais que desenvolvem a comunidade e trazem crescimento para si e para estas populações. 

Mas, além dos interesses econômicos, o negacionismo também tem uma vertente conservadora cristã, que alega que os textos bíblicos autorizam o uso dos recursos naturais pela humanidade, como ela quiser e precisar, e que, portanto, a preservação e conservação ambiental viria contra a vontade divina.

Sem entrar no mérito religioso, os outros seres vivos também dependem dos recursos naturais que tanto consumimos, e deles também é o direito legítimo de os usufruir e é nosso dever, como seres racionais que somos, preservar o patrimônio ambiental.

Já há consenso no meio acadêmico de que os eventos climáticos extremos acontecerão com mais frequência e com maior impacto, portanto, devemos nos preparar, nos tornar mais resilientes e priorizar a vida, seguindo orientações de especialistas e da ciência.

Ser sustentável é difícil, mas não é porque é difícil que é impossível, afinal, não é mais uma escolha, é um fato. 

A ciência é a resposta para muitos questionamentos da humanidade. Em tudo que duvidamos buscamos respostas, e ela através de análises das evidências dos fenômenos, estuda e constata os fatos, mostrando o que é falso e o que é verdadeiro. Isso requer conhecimento, tempo, dinheiro e recursos.

Negacionismo e extremismos

O negacionismo não contribui para o aprendizado e ainda, com o uso das redes sociais, reforça a desinformação quando viraliza Fake News e informações não verificadas. Isso traz consequências como: 

  • Intensificação do Aquecimento Global e a perda da biodiversidade;
  • Pandemias, doenças respiratórias e questões de saúde pública;
  • Crises na agricultura como a produção reduzida de alimentos;
  • Crises econômicas e aumento da inflação;
  • Crises sociais, como desemprego, fome e falta de moradia;
  • Radicalização, violência e extremismos.

No negacionismo, quando os argumentos não são suficientes, entra em ação a imposição por meio do extremismo, que diz: “ou você concorda comigo ou você está contra mim”.

As alegações são variadas, mas têm esse mesmo sentido: “nós somos o bem, eles são o mal”; “Deus está conosco e não com eles”; “nós estamos certos, eles estão errados”; “nós sabemos o que é melhor, eles não”…

Esse extremismo gera confronto e violência, aumentando os comportamentos antidemocráticos, que por sua vez ampliam ações e reações misóginas, racistas, supremacistas, preconceituosas, entre outros.

O combate ao extremismo vem por meio da educação multidisciplinar, formada por componentes curriculares que priorizam a vida e a dignidade, como a Educação em Direitos Humanos, visando preparar pessoas para identificar e prevenir situações como as acima citadas, convivendo e contribuindo para um mundo melhor. 

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Algumas referências que usamos neste artigo:

APRESENTAÇÃO – NEGACIONISMO: HISTÓRIA, HISTORIOGRAFIA E PERSPECTIVAS DE PESQUISA. Patrícia Valim, Alexandre de Sá Avelar, Berber Bevernage.

Chega de mentiras: como rebater o negacionismo climático com ciência | Ecoa UOL

Greenlash: entenda os perigos ocultos do movimento anti-ESG | Integridade esg

A “meada” do negacionismo climático e o impedimento da governamentalização ambiental no Brasil. Jean Carlos Hochsprung Miguel.

O negacionismo raivoso e a aceitação da ciência das mudanças climáticas | Jornal da USP

Pesquisadores da Agência Bori explicam negacionismo científico em novo livro | Folha de S.Paulo

Sem trégua contra a emergência climática e o negacionismo científico | O eco

A tragédia do Rio Grande do Sul já estava prevista, afirmam especialistas | Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
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Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Liberdade de pensamento: você tem?
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
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    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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