Você sabia que o Brasil é considerado um dos países mais violentos do mundo? Descubra quais são as causas e como prevenir a violência social.

Por Sergio Aiache de Souza, para o Instituto Aurora

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

A violência social não é uma prática recente da nossa sociedade, muito menos no nosso país.

A verdade é que a violência no Brasil é uma realidade desde os tempos de colonização.

Isso porque quando os portugueses desembarcaram em terras brasileiras, apropriaram-se das terras que pertenciam aos indígenas e impuseram violentamente a sua cultura, branca e europeia, sobre a cultura indígena.

Essa imposição dos portugueses é uma violência social que tentava anular forçadamente a individualidade, a realidade, a religião e a cultura de homens e mulheres indígenas.

Com isso, esse povo foi excluído socialmente e perdeu acesso aos seus bens, às suas terras, e essa exclusão é um dos fatos causadores da violência que vemos nos dias de hoje.

Isso porque esse sistema econômico que concentra a posse de terras, concentra também o acesso à educação e à saúde, ou seja, quem alcança os direitos básicos são as classes dominantes, sendo quase impossível uma ascensão social pelo povo mais pobre, o que mantém as pessoas em classe social marginalizada sem acesso aos serviços básicos.

Essa história infelizmente se repete no nosso país em 1888, com a abolição da escravização. 

Os descendentes de africanos que eram escravizados no Brasil foram libertos, mas não receberam nenhum tipo de apoio social, como políticas públicas, por exemplo, nem mesmo receberam algum valor como indenização.

Pelo contrário, é até difícil de acreditar que a indenização foi dada não às mulheres e aos homens pretos escravizados, mas sim aos donos da terra, aos escravizadores. 

Mulheres e homens pretos foram deixados à margem da sociedade sem emprego, sem educação, sem comida, sem moradia, indo ocupar locais onde ninguém mais queria morar, como as periferias e favelas.

E o que queremos dizer com isso? Que o sistema econômico brasileiro criou uma riqueza concentrada, impedindo que a maioria da população atingisse uma condição social melhor.

A verdade é que a violência no Brasil é histórica, sistêmica e estrutural, devido a desigualdade socioeconômica, a ausência de oportunidades para as pessoas mais pobres e a falta de construção de políticas públicas sociais.

Esses fatos fizeram com que a violência no Brasil crescesse exponencialmente depois da segunda metade do século XX.

Hoje, o Brasil é considerado um dos países mais violentos do mundo, além de ter uma das maiores populações carcerárias.

Pensando nisso, escrevemos esse texto para nos aprofundarmos nos principais pontos da violência social no Brasil e sabermos como a educação em direitos humanos pode contribuir para minimizarmos esse fato. Então, continue lendo para saber mais.

Tópicos do artigo:

Publicado em 06/12/2023.

O que é violência social?

A violência social começou a ser debatida e estudada como um fato social a partir do século XIX, sendo considerada como um fenômeno complexo e dinâmico que nasce da vida em sociedade.

Mas será que a violência social é uma característica biológica? Ou seja, ser violento é da natureza humana?

Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau são dois pensadores importantes da história da filosofia moderna, que nos ajudam a analisar a relação da violência e da natureza humana. Vamos refletir juntos?

Para Hobbes, o ser humano é naturalmente perverso, mau e egoísta. Uma famosa frase do pensador resume o que estamos falando: “o homem é o lobo do homem”, ou seja, o ser humano é o maior inimigo dele mesmo.

Por outro lado, Rousseau acreditava que “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”, isto é, as nossas ações não passam de um reflexo do ambiente em que vivemos e das relações sociais que construímos.

E você? Concorda com Hobbes ou com Rousseau?

O fato é que a violência social não é vista como parte da natureza humana, não somos naturalmente ruins, não há comprovações biológicas que provem isso.

Aqui, vamos considerar que a complexidade da violência social acontece na vida em sociedade, é um fenômeno resultante do convívio social e das nossas condições sociais, econômicas, éticas, políticas e religiosas.

Principais causas da violência social nos dias de hoje

A violência social no Brasil está presente em diferentes ambientes e grupos sociais, existe violência nas famílias, no trabalho, nas escolas, na rua, ou seja, em todos os lugares.

Os espaços públicos, por exemplo, que são criados e pensados para as pessoas conviverem juntas e em harmonia, na maioria das vezes geram insegurança e medo, porque são locais onde acontecem diferentes tipos de violências.

É importante ressaltar que no Brasil essa violência faz diferentes vítimas, mas ela é cometida principalmente contra pessoas negras, LGBTQIA+, mulheres, indígenas, defensores dos direitos humanos e crianças e adolescentes.

Por isso, discutir a violência social é tão importante, pois ela é inerente das relações sociais e tem algumas particularidades quando cometida contra grupos que foram historicamente prejudicados pelo próprio sistema.

A partir de agora, vamos ver algumas das principais causas da violência social no Brasil que se mantêm até hoje:

Desigualdade social

O sistema econômico brasileiro é excludente, por isso a desigualdade social no nosso país é tão repetida e crescente.

Direitos básicos que são formalmente garantidos para todas as pessoas pela Constituição Federal, ficaram só no papel, pois não temos o acesso à educação, à saúde e ao trabalho disponíveis para milhões de brasileiros.

Quando uma sociedade não tem acesso básico aos meios de sobrevivência e subsistência, o surgimento da violência é quase que inevitável.

Guerra às drogas e crime organizado

Outro fator que alimenta a violência no Brasil é a política de guerra às drogas, pois ela cria uma situação de violência generalizada contra as pessoas que têm maior vulnerabilidade econômica, social e étnico-racial.

A grande justificativa da guerra às drogas é o vício que elas geram nas pessoas, causando condutas violentas e destrutivas. 

O Estado acredita que a criminalização das drogas e o combate repressivo irão reduzir a violência e gerar proteção para as pessoas.

O fundamento é de que a repressão, por parte das forças policiais e do Estado, vai dificultar o acesso às drogas, diminuindo a quantidade de usuários e, consequentemente, reduzindo a violência.

Mas, na prática, o que vem acontecendo é exatamente o oposto. Todos os anos vemos diferentes confrontos armados entre policiais e grupos criminosos que acabam vitimando pessoas inocentes, na maioria negros, jovens e pobres.

Não existe nenhuma preocupação se a guerra às drogas está gerando cada dia mais violência, ocasionando mortes de pessoas inocentes e corrupção policial, o que aumenta ainda mais a criminalidade.

A repressão às drogas tem sido um grande fracasso, as estratégias atuais de combate estão gerando mais violência e matando mais pessoas do que pretendia combater. 

Isso sem contar que o Estado investe valores exorbitantes nas políticas de proibição das drogas, dinheiro que está sendo mal investido, pois nitidamente não está gerando resultados.

A verdade é que todo esse dinheiro poderia estar sendo investido em políticas públicas para educar e informar as pessoas sobre os danos causados pelo uso de entorpecentes.

Por causa desses fatos que a guerra às drogas é uma das principais causas da violência social hoje no Brasil.

Como prevenir a violência social?

Como você pôde perceber no capítulo anterior, a persistência de práticas repressivas e fragmentadas por parte do Estado e das forças policiais não têm contribuído para a redução da violência social.

Já ficou evidenciado e comprovado pela experiência prática de outros países que os investimentos em prevenção são muito mais eficazes e têm resultados mais expressivos.

Não podemos mais continuar concentrando os investimentos para redução da violência somente na Segurança Pública e no trabalho policial.

É nítido que as forças policiais são importantes no campo da Segurança, mas é obrigação da União e dos Estados aperfeiçoá-las e capacitá-las para que cumpram a Lei e para que seus atos estejam de acordo com os pressupostos dos Direitos Humanos.

É nesse cenário que a prevenção à violência surge como uma ferramenta valiosa para reduzir os índices de criminalidade.

Para isso, é necessário antes de mais nada conhecer a dimensão e as características dessa violência. Algumas ferramentas de prevenção são:

  • Enfrentar a desigualdade social, com políticas públicas para incluir os grupos sociais mais vulneráveis, garantindo acesso à educação, à saúde e ao trabalho;
  • Estruturar a administração pública para garantir uma gestão de segurança pública mais eficaz;
  • Investir em inclusão social para a população carcerária;
  • Reduzir o acesso e o uso de armas;
  • Fomentar a educação sobre uso das drogas;
  • Enfrentar a violência doméstica e a violência contra as mulheres;
  • Enfrentar o racismo e a LGBTfobia.

Não conseguimos esgotar a discussão sobre a prevenção da violência social no Brasil, são muitos fatores e diferentes estratégias que devem ser implementadas ao longo dos anos, mas esse é um grande começo que tem dado certo e se mostrado mais eficaz.

Como a educação em direitos humanos pode minimizar a violência social?

“Vida com paz é direito humano”, essa é uma das frases que movem o Instituto Aurora. A paz e a justiça são objetivos pelos quais trabalhamos.

Por isso, acreditamos na busca de soluções para prevenção e redução da violência, com projetos educativos que propaguem a justiça social e proporcionem o diálogo.

Assim, é possível aumentar o respeito e a confiança entre as pessoas.

Construir uma cultura de paz é uma das missões dos direitos humanos, mas o que isso quer dizer?

Quer dizer que precisamos educar crianças, adolescentes e adultos para compreenderem princípios como liberdade, justiça, democracia, tolerância, igualdade e solidariedade, para que assim as pessoas sejam capazes de rejeitar qualquer tipo de violência que tenha integrado nossa sociedade.

A gente sabe que o desafio é grande, mas a educação em direitos humanos é essencial.

Com um cultura de paz, podemos ter uma nova perspectiva de respeito a diversidade, criando uma sociedade antirracista, antimachista e antihomofóbica. Estes são alguns dos principais entraves que precisamos romper hoje na nossa sociedade.

Não podemos mais tolerar violência contra mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+. 

A educação em direitos humanos nos ensina a valorizar as diversidades e aprender mais sobre a cultura africana, afro-brasileira e a cultura indígena, por exemplo, o que ajuda no combate à violência contra essas pessoas.

Sem contar que a educação em direitos humanos tem papel fundamental na extinção das desigualdades sociais, que é uma das principais causas da violência social.

Com a educação em direitos humanos, é possível construir caminhos para termos no futuro uma sociedade mais igualitária, sem preconceitos e discriminações.

Assim, é possível desenvolver uma sociedade solidária e cooperativa e reduzir a violência social.

Quer saber mais de perto como funciona a atuação do Instituto Aurora para desenvolver uma cultura de paz? Clique aqui.

Para continuar lendo outros conteúdos como esse, acesse o nosso blog. Aproveita para seguir a gente nas redes sociais do Instagram e Youtube.

Algumas referências que usamos neste artigo:

Prevenção da violência – Pesquisas, diagnósticos e análises | Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Atlas da Violência 2021 | Ipea

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
Formações customizadas
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
Consultoria em promoção de diversidade
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Depoimento de professora de Campo Largo
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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