O Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos está atualmente em sua quarta fase, com planejamento para a quinta. Neste artigo, vamos abordar a importância do Programa e quais os principais temas abordados.

Por Caroline Farias Alves, para o Instituto Aurora

(Foto: UN Photo/Jean Marc Ferré)

O Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos, uma iniciativa da ONU, existe desde 2004. Os Estados-membro das Nações Unidas, ao aderirem ao Programa, comprometeram-se em fortalecer a EDH em diversos setores da sociedade. Com isso, especialmente ações nacionais e locais têm sido realizadas e estimuladas.

Publicado em 12/07/2023.

O que é o Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos 

Muito se ouve falar acerca da necessidade de voltarmos nossa atenção aos Direitos Humanos, mas afinal, o que são Direitos Humanos, e em quais situações se aplicam?

Juridicamente falando, são normas que reconhecem e protegem a dignidade de todos os seres humanos, sem distinção sobre quem são. Essas normas regem o modo como as pessoas devem conviver em sociedade, bem como a relação com o Estado, e as obrigações do governo para com elas.

Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, o Artigo 1 garante que: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.” Neste documento e na nossa Constituição Federal, são garantidos direitos fundamentais, tais como a vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade.

Nesse sentido, o Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos surge no ano de 2004, como uma iniciativa global das Nações Unidas para incentivar medidas de integrar a EDH em todos os setores sociais, contribuindo para programas nacionais sustentáveis e engajamento da população com uma causa que cresce cada vez mais. 

Para este projeto, foi montado um plano de ação, ou seja, uma estratégia nacional de sua aplicação. Atualmente, encontra-se na quarta etapa, com a quinta em processo de elaboração.

Primeira fase do Programa Mundial Para Educação em Direitos Humanos 

A primeira fase do plano de ação ocorreu durante os anos de 2005 a 2007. Ela tem como centro a questão dos direitos humanos no sistema de ensino primário e secundário, e apresenta cinco componentes essenciais para seu êxito:

  1. Políticas, que tenham base nos direitos humanos, elaboradas de forma participativa;
  2. Execução das políticas, adotando medidas de organização para que as políticas sejam aplicadas na prática;
  3. Ambiente de aprendizagem, que seja um espaço de prática de direitos humanos, respeitando as liberdades fundamentais;
  4. Ensino e aprendizagem, com todos os seu processos e instrumentos embasados nos direitos humanos;
  5. Educação e desenvolvimento profissional de professores/as e outros/as funcionários/as, com cursos de capacitação sobre o aprendizado e prática de direitos humanos nas escolas, condições de trabalho e reconhecimento profissional apropriados.

Como estratégia de execução, foi dividido em quatro etapas.

Analisar a situação atual da educação em direitos humanos no sistema de ensino

Inicia-se com a pergunta “Onde estamos?”. Com o devido mapeamento dessa pergunta, é possível seguir com a elaboração de estratégias que possibilitem um maior alcance e compartilhamento desse conhecimento.

Estabelecer prioridades e formular uma estratégia nacional de execução

Inicia-se com a pergunta “Aonde queremos ir e de que maneira o faremos?”. A estratégia deverá ser elaborada pensando em três peças essenciais na sociedade, sendo elas, a política educativa, ambiente de aprendizagem e a formação e aperfeiçoamento profissional.

É importante entender o motivo pelo qual as estratégias devem priorizar os campos mencionados no tópico anterior, porque são eles que norteiam as maiores e mais significativas interações humanas. Diariamente estamos consumindo conteúdos no ambiente de estudo e no trabalho, assim como somos submetidos a autoridades políticas, que também devem respeitar e disseminar as boas práticas envolvendo os direitos e deveres humanos.

Execução e supervisão

Nesta etapa, é colocado em prática o planejamento elaborado nas etapas 1 e 2, conhecido como “Chegada ao ponto de destino”, ou seja, já espera-se que a estratégia nacional tenha sido amplamente difundida e aplicada, sendo supervisionada utilizando as regras previstas.

Os resultados nesse momento podem ser variados, a depender das prioridades nacionais, mas isso não impede que haja leis, materiais didáticos ou cursos de capacitação voltados a disseminar o conhecimento sobre Direitos Humanos.

Avaliação

Inicia-se com a pergunta “Chegamos ao ponto de destino? Com que sucesso?”.  Depois de um longo processo teórico e prático, é necessário avaliar se foi possível alcançar o objetivo.

Esse resultado é apresentado em relatório, com recomendações para medidas futuras com base no que aconteceu durante as etapas anteriores.

Segunda fase do Programa Mundial de Educação em Direitos Humanos

A segunda fase do plano de ação ocorreu durante os anos de 2010 a 2014. Ela tem como centro a “educação em direitos humanos para o ensino superior e em programas de formação em direitos humanos para professores e educadores, servidores públicos, forças de segurança, agentes policiais e militares em todos os níveis”.

Para promover a educação em direitos humanos no ensino superior, foram sugeridas ações nas seguintes áreas:

  1. Políticas e medidas de implementação correlatas, com desenvolvimento  de  políticas  e  de  legislação  para  garantir  a  inclusão da EDH no sistema de ensino superior, cumprindo obrigações internacionais na área;
  2. Processos e ferramentas de ensino e aprendizagem, para além da sala de aula, com construção de parcerias entre membros da comunidade acadêmica e da sociedade, de forma geral;
  3. Pesquisa, com reflexão crítica, incentivo e investimento em pesquisas na área da EDH;
  4. Ambiente de aprendizagem, tornando-o um espaço em que os direitos humanos são vividos e praticados;
  5. Educação e desenvolvimento profissional dos docentes da educação superior, com reconhecimento e respeito aos profissionais, bem como desenvolvimento de uma formação adequada em direitos humanos.

Já para promover o treinamento  em direitos humanos para servidores públicos,  forças de segurança, agentes policiais e militares, foram sugeridas ações nas seguintes áreas:

  1. Políticas de formação e outras políticas relacionadas, revisando políticas de formação continuadas, realizando treinamentos sobre como lidar com grupos vulneráveis, entre outras;
  2. Processos e ferramentas de formação, levando em consideração as especificidades do público, trazendo conteúdo e prática relevantes, técnicas de treinamento participativo e sensibilização, aprendizagem  entre  pares e fortalecimento da autoestima;
  3. Ambiente de trabalho e de aprendizagem, garantindo que os direitos humanos sejam praticados nesses espaços.

Assim como na fase anterior, a segunda fase do Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos apresenta quatro etapas:

  1. Análise da situação atual da educação em direitos humanos na educação superior e na formação dos funcionários públicos, agentes policiais e militares.
  2. Definir  prioridades  e  desenvolver  uma  estratégia  nacional  de  implementação,  identificando  objetivos  e  prioridades,  e  prevendo  atividades  de  implementação  (pelo  menos para o período 2010-2014).
  3. Execução e acompanhamento 
  4. Avaliação

Terceira fase do Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos

A terceira fase do plano de ação ocorreu durante os anos de 2015 a 2019. Ela tem como foco “reforçar a implementação das duas primeiras fases e promover a formação em  direitos humanos de profissionais de mídia e jornalistas”.

Para fortalecer a implementação das duas primeiras fases, foram sugeridas as seguintes estratégias:

  1. Avançar na implementação e consolidar o trabalho realizado, realizando análise dos processos das fases anteriores e, a partir disso, apresentar estratégias de avanço e consolidação;
  2. Proporcionar  educação  e  formação  em  direitos  humanos  para  educadores  dos  sistemas  formais  e  não  formais  de  ensino,  sobretudo para aqueles que trabalham com crianças e jovens;
  3. Realizar  mapeamentos  e  pesquisas,  compartilhando  entre  todos  os  atores  as  boas  práticas, as lições aprendidas e as informações coletadas;
  4. Aplicar e fortalecer metodologias educativas sólidas, baseadas em boas práticas e na avaliação contínua;
  5. Promover  o  diálogo,  a  cooperação,  a  rede  de  contatos  e  o  compartilhamento  de  informações entre as partes interessadas;
  6. Ampliar a integração da educação e da formação em direitos humanos em currículos escolares e em programas de formação.

Já para promover a formação em direitos humanos para profissionais de mídia e jornalistas, foram sugeridas três áreas de atuação:

  1. Políticas e medidas de implementação relacionadas, que sejam relacionadas à formação e à atuação profissional de forma geral;
  2. Métodos e ferramentas de formação, com inclusão de educação em direitos humanos nos currículos formativos;
  3. Ambiente favorável, garantindo que esse profissionais possam desempenhar suas funções com segurança e eficácia.

Quarta fase do Programa Mundial de Educação em Direitos Humanos

A quarta fase do Programa é a fase atual, que compreende o período entre 2020 a 2024, com foco na juventude, especialmente na educação e formação em equidade, direitos humanos e não-discriminação, inclusão e respeito à diversidade.

As ações desta fase devem contar com o envolvimento de pessoas jovens em todas as etapas, e são as seguintes:

  1. Políticas e medidas de implementação correlatas, com a inclusão da EDH no ensino formal e incentivo a atividades de ensino não-formal, em organizações lideradas por juventudes, por exemplo;
  2. Processos e ferramentas de ensino e aprendizagem, entendendo que a educação em direitos humanos para a juventude precisa endereçar necessidades de aprendizagem dessa população;
  3. Formação de educadores, com estratégias para garantir uma formação voltada para os direitos humanos;
  4. Ambiente favorável, uma vez que jovens enfrentam desafios específicos para garantir o respeito a seus direitos na sociedade.

O Plano de Ação apresenta, ainda, as etapas para sua implementação:

  1. Realizar uma pesquisa nacional sobre educação em direitos humanos para a juventude;
  2. Desenvolver estratégias nacionais para promover a educação em direitos humanos para a juventude;
  3. Implementar, monitorar e analisar a estratégia nacional.

Quinta fase do Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos

Durante os meses de abril e maio de 2023, o Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos (IDDH) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), realizaram uma consulta pública sobre possíveis temas e grupos prioritários para a Quinta fase do Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos, que compreenderá o período de 2025 a 2029.

O relatório sobre o tema será apresentado na 54ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, realizada em setembro de 2023.

Qual a importância do Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos?

Como vimos, os Direitos Humanos são essenciais e necessários para que todas as pessoas possam usufruir de direitos e deveres sociais.

Mas com tudo isso, o mais importante é que todas as pessoas podem e devem viver com a certeza de que não serão torturadas ou machucadas, podem ir e vir livremente pelos lugares que desejarem, idealizarem e realizarem planos, constituirem ou não uma família, adquirirem uma casa, abrirem um comércio, uma vez que a Declaração garante que “todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.”

A partir disso, não apenas devemos exercer nossos direitos, como também respeitar os das demais pessoas, que assim como nós, podem e devem viver com segurança em sociedade. Um Programa Mundial dedicado à Educação em Direitos Humanos busca garantir não só que esses direitos sejam ensinados e aprendidos, mas também que os direitos humanos sejam respeitados e vividos em todos os ambientes pelos quais circulamos.

A missão do Instituto Aurora é promover e defender a Educação em Direitos Humanos. Saiba mais sobre os nossos projetos na seção “Portfólio”.

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Algumas referências que usamos neste artigo:

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

UNESCO. Plano de ação: Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos (Primeira fase). 2006.

UNESCO. Plano de ação: Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos (Segunda fase). 2012.

UNESCO. Plano de ação: Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos (Terceira fase). 2015.

UNESCO. World programme for human rights education (Fourth phase). 2022.

UNICEF. Declaração Universal dos Direitos Humanos

UNICEF. O que são direitos humanos?

Proposta para a 5ª fase do Programa Mundial para a Educação em Direitos Humanos da ONU, elaborada a partir de Consulta Pública organizada pelo IDDH e MNDH.

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Liberdade de pensamento: você tem?
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Depoimento de professora de Campo Largo
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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