Neste artigo, explicamos qual a função do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, apresentando um breve histórico deste Ministério no Brasil. Também comentamos sobre a importância de termos um órgão voltado para os Direitos Humanos no país.

Por Gabriela Esmeraldino, para o Instituto Aurora

(Foto: William Meira / MMFDH)

Embora os Direitos Humanos tenham sido organizados mundialmente em 1948 com a Declaração Universal de Direitos Humanos, pós Segunda Guerra Mundial, no Brasil levou um tempo até que direitos básicos fossem reconhecidos.

Apenas em 1988, com a publicação da Constituição Federal que marcava o fim da Ditadura Militar e o início da Democracia, é que oficialmente o Brasil reconheceu que liberdade, propriedade, segurança, igualdade e demais direitos para uma vida digna eram fundamentais para o funcionamento do sistema democrático.

A Constituição veio com a finalidade de observar que o povo brasileiro teria direitos fundamentais garantidos.

Tópicos deste artigo:

Última atualização em 21/08/2024. Publicado em 28/01/2022.

A institucionalização dos Direitos Humanos no Brasil

Apesar das garantias constitucionais, apenas em 1997 Fernando Henrique Cardoso instituiu a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que posteriormente foi chamada de Secretaria Especial de Direitos Humanos. 

A Secretaria era um órgão Executivo Federal, em parceria com estados, municípios, Poder Legislativo, Judiciário, Sociedade Civil e organizações internacionais. Ela era responsável  por criar e implementar políticas públicas de proteção e promoção dos Direitos Humanos, em especial ações, informações e denúncias de violações de direitos das crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, população LGBTQ+ e demais grupos sociais vulneráveis. Mesmo com a nomenclatura de Secretaria, o órgão já tinha atribuições e competências de Ministério. 

Em 2015, com a reforma ministerial feita pela Presidenta Dilma Rousseff, foi criado o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, que fundiu as Secretarias de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres. Então, o órgão passou a ter oficialmente as atribuições de Ministério. 

Em 2016, no governo Temer, o Ministério foi extinto e recriado em 2017 com o nome de Ministério dos Direitos Humanos. E embora permanecesse com as mesmas responsabilidades e atribuições, houve uma diminuição em determinadas políticas públicas, principalmente voltadas para Direitos das Mulheres, como foi o caso da Casa da Mulher Brasileira, idealizada no governo Dilma, que teve diminuição de verba e passou por dificuldades no governo Temer. 

No governo de Jair Bolsonaro, o Ministério mudou mais uma vez de nome, passando a se chamar Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e incluiu as políticas de proteção aos direitos dos indígenas, que antes eram responsabilidade do Ministério da Justiça, como competência.

Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

No governo atual, o Ministério passou a se chamar de Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, instituído pela medida provisória nº 1.154, de 1º de janeiro de 2023, que posteriormente foi convertida na Lei nº 14.600, de 2023.

A Seção XI traz o seguinte:

Do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

Art. 28. Constituem áreas de competência do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania:

I – políticas e diretrizes destinadas à promoção dos direitos humanos, incluídos os direitos:

a) da pessoa idosa;

b) da criança e do adolescente;

c) da pessoa com deficiência;

d) das pessoas LGBTQIA+;

e) da população em situação de rua; e

f) de grupos sociais vulnerabilizados;

II – articulação de políticas e apoio a iniciativas destinadas à defesa dos direitos humanos, com respeito aos fundamentos constitucionais;

III – exercício da função de ouvidoria nacional em assuntos relativos aos direitos humanos;

IV – políticas de educação em direitos humanos, para promoção do reconhecimento e da valorização da dignidade da pessoa humana em sua integralidade;

V – combate a todas as formas de violência, de preconceito, de discriminação e de intolerância; e

VI – articulação, promoção, acompanhamento e avaliação da execução dos programas de cooperação com organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, destinados à promoção e à defesa dos direitos humanos

Ao longo dos anos a Secretaria/Ministério passou por algumas modificações estruturais, principalmente aumentando competências e responsabilidades. Atualmente, o Ministério é organizado nas seguintes secretarias:

  • Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos
  • Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência
  • Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+
  • Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa
  • Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania conta também com as seguintes assessorias:

  • Assessoria de Participação Social e Diversidade
  • Assessoria Especial de Educação e Cultura em Direitos Humanos
  • Assessoria Especial de Comunicação Social 
  • Assessoria Especial de Assuntos Internacionais
  • Assessoria Especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade
  • Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos
  • Assessoria Especial de Controle Interno

E, ainda, com os órgãos colegiados:

  • Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA)
  • Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI)
  • Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE)
  • Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH)
  • Grupo de Trabalho para apresentação de estratégias de combate ao discurso de ódio e ao extremismo (GT)
  • Grupo de Trabalho Interministerial Política Nacional Direitos Humanos e Empresas (GTI PNDHEMP)
  • Grupo Técnico de Trabalho Sales Pimenta ( GTT Sales Pimenta )
  • Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT)
  • Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT)
  • Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE)
  • Comissão de Anistia
  • Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (CNLGBTQIA+)
  • Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (SNPCT)

Quem é o Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania

Crédito: Clarice Castro / MDHC

O Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania no Brasil é o advogado Silvio Luiz de Almeida, que conta com uma longa trajetória de atuação na área dos Direitos Humanos.

Silvio Almeida é Doutor em filosofia e teoria geral do direito pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre em direito político e econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, graduado em filosofia pela USP e em direito pela Mackenzie.

O ministro também é conhecido por seus livros publicados, em especial “Racismo Estrutural” (Polén, 2019). É autor ainda de “Sartre: Direito e Política” (Boitempo, 2016) e “O Direito no Jovem Lukács: A Filosofia do Direito em História e Consciência” (Alfa-Ômega, 2006).

Qual a importância de termos um órgão voltado para os Direitos Humanos no Brasil?

O Brasil teve um processo de colonização marcado por violência e escravização de povos indígenas e negros, o que gerou uma série de desigualdades na organização de desenvolvimento pautada pelos povos europeus. Com o processo de libertação dos escravizados, não houve uma política de acolhimento e trabalho, sendo essa população marginalizada, em vez de ter a vida livre que sonhava. 

Mesmo posteriormente, o Brasil nunca cobrou essa dívida histórica responsável pelos problemas sociais do país, nem repensou os processos de colonização. 

Além da colonização, o período ditatorial foi marcado por mascarar dados de desigualdade, violência e de violação de Direitos Humanos. Até hoje, existe uma dificuldade em saber o que exatamente aconteceu nesse período em decorrência de manipulação das informações. Além disso, a Ditadura deu respaldo para o aumento da desigualdade em decorrência de políticas liberais, e ainda, legitimou a violência policial que perdura até os dias de hoje. Basta uma pesquisa simples sobre mortes causadas pela polícia para achar uma série de notícias aterrorizantes. 

O Brasil não repensou a colonização, não puniu os envolvidos na ditadura, e segue com políticas sociais que avançam por alguns anos ligados a um governo, e quando aquele governo sai do poder, as políticas regridem novamente. 

Além disso, a própria população não entende o que são e para que servem os Direitos Humanos, muito disso por causa da desinformação, o que faz com que seja tão importante a educação em direitos humanos.  

Nesse sentido, é necessário e imprescindível a existência de um órgão responsável por criar políticas que amenizem anos de desigualdade e violência, na busca de que em algum momento essas desigualdades deixem de existir, mas ainda estamos muito longe disso. 

E é sempre importante lembrar que todos esses direitos e a existência de um órgão responsável pela garantia deles não foram simplesmente “dados”, mas são resultado de lutas constantes da população e de movimentos sociais. E todo direito que foi conquistado pode ser perdido se a população não se mantiver vigilante.

O Instituto Aurora busca trazer informações importantes sobre Direitos Humanos e principalmente sobre Educação em Direitos Humanos. Caso você se interesse em saber mais sobre esses assuntos, veja outros artigos em nosso blog.

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Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
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Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
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A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
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    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
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    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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