Por Roberto Mesquita

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 — Igualdade Racial — é uma iniciativa voluntária do Brasil que complementa os 17 ODS da Agenda 2030 da ONU, com foco na promoção de direitos sociais sustentáveis para a população negra. 

O percurso histórico do povo negro no país evidencia não apenas a urgência de políticas capazes de reduzir a desigualdade étnico-racial que limita o acesso a direitos, mas também a importância de ações públicas voltadas ao desenvolvimento social. Trata-se, portanto, de um objetivo que articula justiça racial, cidadania e sustentabilidade como partes inseparáveis de um mesmo projeto de futuro.

Contexto histórico

Ao iniciar a discussão sobre o ODS 18 — Igualdade Racial — é fundamental estabelecer uma conexão direta com um dos elementos centrais da desigualdade no Brasil: o trabalho. Compreender esse objetivo passa, necessariamente, por reconhecer as origens e as trajetórias do trabalho negro no país.

Esse percurso começa ainda no período escravista, instaurado no século XVI e encerrado apenas em 1888. Após a abolição, a população negra liberta foi empurrada para ocupações socialmente desvalorizadas — sobretudo trabalhos braçais, domésticos e atividades rurais — deixando marcas profundas que ainda estruturam o mercado de trabalho contemporâneo.

Ao longo do século XX e início do XXI, o desemprego e a precariedade passaram a marcar de forma persistente os vínculos laborais dessa população, perpetuando desigualdades que ainda se fazem presentes. Esse percurso histórico consolidou o racismo estrutural no país, um sistema que fragiliza a economia, impacta a sociedade como um todo e atinge de forma especialmente severa as pessoas pretas e pardas.

Racismo estrutural e mercado de trabalho

O racismo estrutural refere-se a um conjunto de práticas, normas e dinâmicas sociais que privilegiam determinados grupos raciais em detrimento de outros, mesmo quando não há intenção explícita de discriminação.

No Brasil, onde a população negra representa cerca de 55%, segundo o Censo do IBGE de 2022, o mercado de trabalho ainda favorece a minoria branca, produzindo desigualdades profundas e persistentes. 

Esse funcionamento estrutural sustenta uma cultura de desvalorização das pessoas negras diante das pessoas brancas, gerando um antivalor que atravessa a educação, o acesso a oportunidades e a própria organização social. Diante disso, torna-se imprescindível revisar o sistema educacional e repensar a forma como o trabalho é estruturado no país, de modo a construir trajetórias reais de desenvolvimento que enfrentem e superem essas desigualdades históricas.

Educação e impacto no mercado de trabalho

A falta de acesso à educação de qualidade e a baixa escolaridade contribuem para a dificuldade de inserção no mercado de trabalho e para a concentração em ocupações de baixa remuneração, embora já se observe um avanço nesse quadro.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2022, 7,1% da população preta e parda é analfabeta, mais do que o dobro da taxa entre as pessoas brancas (3,2%).

Outra informação relevante diz respeito à infraestrutura escolar. Segundo estudo do Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dos 2,3 milhões de estudantes em escolas públicas não possuem infraestrutura mínima, 86% são pessoas negras ou indígenas.

Ao concluir o ensino superior, muitas pessoas negras acabam concentradas em carreiras de menor prestígio social, como o magistério exercido em bairros periféricos — espaços nos quais elas mesmas cresceram e onde suas comunidades estão inseridas. Segundo os dados, cerca de 64,2% das pessoas negras que concluem a graduação escolhem essa área. 

Vale destacar que, nos primeiros 22 anos deste século, o número de pessoas pretas com ensino superior completo quintuplicou no Brasil, de acordo com o IBGE. Esse avanço expressivo, impulsionado principalmente pelas políticas de cotas e pelos programas de financiamento estudantil, representa uma transformação histórica no acesso à educação.

No entanto, esse movimento não se refletiu, na mesma proporção, na inserção de pessoas negras no mercado de trabalho formal e qualificado — revelando que o diploma, sozinho, ainda não rompe as barreiras estruturais do racismo.

O aumento expressivo de pessoas negras recém-graduadas não tem sido suficiente para alterar as taxas de ocupação no país. Segundo o estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça, do IBGE, em 2022 a desocupação continuava maior entre a população negra: 16,5% entre pessoas pretas e 16,2% entre pessoas pardas, enquanto entre as pessoas brancas o índice era de 11,3%. Ainda assim, os afro-brasileiros representam 56,1% da população total, o que evidencia a dimensão estrutural dessa desigualdade. Quando analisamos a renda, o cenário não é diferente. 

Salários e desemprego

De acordo com levantamento do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (CEDRA), entre 2012 e 2023, o rendimento médio do trabalho principal de pessoas negras correspondeu a apenas 58,3% da renda das pessoas brancas. Ou seja, mesmo com avanços educacionais importantes, o mercado de trabalho segue reproduzindo disparidades que atravessam gerações.

Além do desemprego mais acentuado, o perfil de ocupações da população negra no Brasil revela desigualdades profundas.

De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em 2023, pessoas negras concentram-se em trabalhos de pequenas e microempresas do comércio, enquanto pessoas brancas ocupam postos em lojas mais estruturadas. Somam-se a isso os ofícios braçais e temporários na construção civil, a informalidade e a prestação de serviços com baixa ou nenhuma proteção social, como é o caso dos entregadores.

Além disso, a população negra está mais exposta a situações de trabalho análogo à escravidão, especialmente em setores como a construção civil e o trabalho doméstico — o que evidencia a continuidade de vulnerabilidades históricas e estruturais.

Por fim, a mesma pesquisa evidencia a baixa valorização profissional da população negra. Em 2012, pessoas negras representavam 53% da população, mas ocupavam apenas 31,5% dos cargos gerenciais. Em 2023, esses números passaram para 56,5% da população e 33,7% dos postos de gerência.

Ou seja, enquanto houve um crescimento de 3,5 pontos percentuais na proporção de negros na população, o avanço nos cargos de liderança foi de apenas 2,2 p.p., revelando uma progressão lenta e desproporcional.

Essas desigualdades, quando analisadas em conjunto, reforçam a compreensão de que a população afrodescendente é justamente é uma das que mais demanda políticas públicas capazes de garantir acesso pleno a direitos sociais e de promover, de fato, o exercício integral da cidadania.

Trabalho, raça e direitos sociais no Brasil

Os direitos sociais — previstos na Constituição de 1988 — abrangem educação, saúde, trabalho, moradia, segurança, previdência, lazer, proteção à maternidade e à infância, entre outros. Entre eles, o trabalho ocupa lugar central, pois é a partir de um emprego digno que o cidadão reúne condições para acessar e sustentar os demais direitos. 

A realidade vivida por pessoas pretas e pardas evidencia a distância entre o que a Constituição garante e o que se concretiza no mundo do trabalho. Sem a implementação urgente de políticas públicas que enfrentem essas desigualdades, a população negra seguirá fragilizada em seus direitos — e, com ela, toda a sociedade se desestrutura.

É nesse cenário que atuamos no Instituto Aurora: como uma força propulsora de transformação, empenhada em contribuir para a revisão e reconstrução de um sistema que ainda nega direitos a grande parte da população.

Conheça nosso projeto Diálogos Inter-raciais.

O racismo estrutural também opera na dimensão psicológica e afeta diretamente o setor educacional, repercutindo no mercado de trabalho: setores empregadores passam a se fechar para pessoas negras, que assistem ao desmantelamento gradual de seus direitos sociais.

Nesse contexto, o ODS 18, ao propor melhores condições ocupacionais para trabalhadores negros, recomenda a criação e a articulação de observatórios de trabalho em todo o país — especialmente nos estados onde a população negra é majoritária — para formular e difundir políticas capazes de enfrentar o racismo estrutural. 

Esses observatórios devem contar com agentes especializados em marketing, capazes de apoiar vendedores e prestadores de serviços negros cadastrados em seus bancos de dados, ampliando o alcance e a visibilidade de seus negócios. Esses consultores poderiam receber uma remuneração proporcional ao aumento das vendas e à conquista de novos clientes resultantes de seus atendimentos.

Algumas medidas criativas podem ser implementadas, como a criação de um Prêmio Empresa Destaque Contra o Racismo, voltado a organizações privadas de médio e grande porte que contratem, promovam e remunerem pessoas negras de forma justa e equitativa. O prêmio funcionaria como um selo social, podendo inclusive ser valorizado em processos de licitação pública. As empresas vencedoras seriam divulgadas em horário nobre e nas principais mídias digitais, estimulando uma cultura de reconhecimento e compromisso público antirracista.

Diante desse cenário, o ODS 18 se apresenta como uma ferramenta essencial para enfrentar a persistente desigualdade racial no mercado de trabalho brasileiro. Os dados mostram que, apesar dos avanços educacionais, pessoas negras continuam excluídas dos espaços de prestígio, de renda justa e de mobilidade profissional. Por isso, políticas públicas ousadas, combinadas a iniciativas criativas e comprometidas — como os observatórios de trabalho, o incentivo ao empreendedorismo negro e a valorização de empresas antirracistas — tornam-se fundamentais para transformar essa realidade. 

Em quem nos inspiramos

BOCCHINI, Bruno. Renda de pessoas negras equivale a 58% da de brancas, mostra estudo. Agência Brasil, 21 mar. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-03/renda-de-pessoas-negras-equivale-58-da-de-brancas-mostra-estudo. Acesso em: 21 jul. 2025. 

BRASIL. Ministério da Educação. MEC divulga pesquisa sobre desigualdade racial na educação. Notícias, 10 jun. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2024/junho/mec-divulga-pesquisa-sobre-desigualdade-racial-na-educacao. Acesso em: 28 jul. 2025. 

BRASIL. Ministério da Igualdade Racial. Conheça o novo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/ods18. Acesso em: 19 jul. 2025. 

CAMARGO, Orson. Conceito de Cidadania. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/cidadania-ou-estadania.htm. Acesso em 15 jul. 2025. 

PNUD. United Nations Development Programme. ODS 18: marca escolhida enfatiza jornada coletiva da luta pela igualdade étnico-racial. Brasil, 20 set. 2024. Disponível em: https://www.undp.org/pt/brazil/news/ods-18-marca-escolhida-enfatiza-jornada-coletiva-da-luta-pela-igualdade-etnico-racial. Acesso em: 21 jul. 2025. 

IPEA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Renda, pobreza e desigualdade. Apresentação. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/retrato/indicadores/renda-pobreza-e-desigualdade/apresentacao>. Acesso em: 23 jul. 2025.

MARINGONI, G. O destino dos negros após a abolição. São Paulo: IPEA DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO, 2011.

MARSHALL, T.H. Cidadania, classe social e status. Rio de janeiro: Zahar, 1967.

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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