A violência armada é uma realidade na sociedade brasileira. O Estatuto do Desarmamento surgiu com a intenção de diminuir o número de mortes por armas de fogo no país. Quase 20 anos após a sua criação, como está o debate atual em torno do desarmamento?

Por Ana Carolina Rahal Augusto, para o Instituto Aurora

A violência na sociedade brasileira, principalmente a violência armada, não é assunto recente. Lidamos com esse problema há mais de décadas e nem de perto conseguimos resolver.

O Estatuto do Desarmamento (Lei 10826/03), quando promulgado, trouxe  uma discussão sobre o controle do acesso às armas de fogo que a população civil possuía. O aumento de assaltos à mão armada, homicídios, tiroteios, foram ficando cada vez mais insustentáveis.

Quase 20 anos após a sua criação, precisamos refletir sobre como a Lei segue sendo importante, e sobre a situação atual da violência no Brasil.

O que diz o Estatuto do Desarmamento

O Estatuto do Desarmamento (Lei 10826/03), entrou em vigor no ano de 2004, instituindo o Sistema Nacional de Registro de Armas (SINARM). Ele engloba a  regulação do porte e da posse das armas, além da sua comercialização, produção e controle das fronteiras. 

Antes do Estatuto não existia no Brasil uma política de restrição ao uso das armas de fogo.  A maior parte dos crimes cometidos, quase 80%, faziam uso das armas, o que fez com que a falta de regulamentação se tornasse algo cada vez mais preocupante. 

Com o Estatuto do Desarmamento, tivemos normas mais rigorosas centralizadas na emissão dos registros de armas na mão da Polícia Federal, o que facilitou o rastreamento e a solução de crimes. Outro pronto importante é que ficou muito mais fácil a tipificação do crime de tráfico ilegal de armas. 

Era-se desejado proibir até mesmo a comercialização de armas de fogo em território nacional, o que consta no artigo 35 da própria lei. Em seus parágrafos, esta proibição estava subordinada à realização de um referendo popular:

Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei.

§ 1º Este dispositivo, para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005.

§ 2º Em caso de aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral. (BRASIL, 2003, online)

O referendo nacional de 2005 foi aprovado e possuía a seguinte questão: “O comércio de armas de fogo e munição deverá ser proibido no Brasil?”. A votação foi no sentido de manter a legalidade do comércio de armas de fogo, com 63,94% da população declarando oposição à proibição.

Ainda que o resultado do referendo tenha demonstrado que a população era favorável à legalização do comércio de armas e munições, o território nacional é um dos países com a restrição mais severa ao registro, ao comércio, à posse e ao porte de armas de fogo.

Por que foi criado o Estatuto do Desarmamento e qual a sua importância?

Evidenciamos que o Estatuto do Desarmamento surgiu em decorrência do aumento de violência no Brasil devido a armas de fogo.

Assim, a criação do Estatuto surgiu com a intenção de diminuir os elevados números de mortes por arma de fogo no Brasil. A UNESCO realizou um estudo em 2005 que revelava que entre 1993 e 2003, no Brasil, havia uma taxa de morte anual mais elevada que muitos conflitos armados mundo afora. 

Então, a lei do desarmamento surgiu no país com a ideia de que se tivéssemos menos circulação de armas de fogo, menos homicídios e acidentes teríamos.

Com a necessidade de uma política pública efetiva para o controle e redução de criminalidade, o Estatuto reduziu os portes por armas de fogo. 

Quais mudanças o Estatuto do Desarmamento já passou e ainda pode passar?

Desde a promulgação do Estatuto do Desarmamento, já foram realizadas alterações de mais de vinte pontos. As mudanças ocorreram para  flexibilizar as normas que restringiam e regulavam o porte e a posse de armas no país.

A modificação que aconteceu com a lei 10.884/2004 foi a possibilidade do detentor de porte manter a arma de fogo na sua residência e no local de trabalho.

Houve também a modificação em relação à posse de armas para residentes em áreas rurais, que definiu quais tipos de armas e também quais documentos são necessários para a posse de armas.

A Lei 11.706/08 alterou de maneira considerável o Estatuto do Desarmamento, determinando a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais, e de não responder a inquérito policial ou a processo criminal, para proprietários de armas de fogo.

O interessado em obter o porte de arma tem de comprovar a sua residência fixa e identificação pessoal, além de providenciar o  registro em âmbito federal.

Também passou a isentar do pagamento das taxas previstas no artigo às instituições e às pessoas integrantes das Forças Armadas, os policiais, as guardas municipais e os guardas prisionais, entre outros agentes.

Outra mudança é que, se o possuidor e proprietário de arma de fogo que fosse irregular, entregasse espontaneamente e fosse percebida a boa-fé, ele receberia uma indenização, extinguindo a punibilidade.

Mais uma mudança importante foi a possibilidade de doação de armamentos apreendidos para as forças de segurança do Brasil.

No atual governo, tivemos algumas mudanças  para desburocratizar e ampliar o acesso a armas de fogo e munições no país.

O Decreto 9.846/2019 permite que atiradores possam adquirir até 60 armas e caçadores, até 30, e  somente é necessária a autorização do Exército se forem ultrapassadas essas quantidades.

As munições foram elevadas por essas categorias, e passam a ser 2.000 para armas de uso restrito e 5.000 para armas de uso permitido.

Também está garantido aos caçadores, atiradores e colecionadores, o transporte de armas, utilizadas em  competições, exposições e treinamentos, por qualquer itinerário entre o local em que está a arma e o local em que irá realizar o evento. 

O  Decreto 9.847/2019 regulamenta que o profissionais que possuem armas registradas no Exército possam usá-las nos testes em que são necessárias, quando da emissão de laudos de capacidade técnica.

Esse decreto também trouxe uma nova análise para o pedido de concessão de porte de armas, “cabendo à autoridade pública levar em consideração as circunstâncias fáticas do caso, as atividades exercidas e os critérios pessoais descritos pelo requerente, sobretudo aqueles que demonstrem risco à sua vida ou integridade física, e justificar eventual indeferimento”.

A atualização do  Decreto 10.030/2019 dispensou a necessidade de registro no Exército para o comércio de armas de pressão (armas de chumbinho, entre outras). A Receita Federal, atiradores, caçadores e colecionadores podem solicitar autorização para importarem  munição e armas de fogo, e foi regulamentado a atividade dos praticantes de tiro recreativo. 

Da mesma maneira, o Exército possui a competência para regulamentar  a coleção de armas semi automáticas  e as automáticas, de uso restrito que possuam mais de 40 anos de fabricação.

Nas mudanças que podem ocorrer no em relação ao Estatuto do Desarmamento, temos o projeto de lei 3.722/2012 do Deputado Federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC). O projeto revogaria o Estatuto do Desarmamento e assim teríamos o   Estatuto de Controle de Arma de Fogo,  tornando mais fácil a compra e venda de munições e armas de fogo.

Entre as alterações, estaria a posse de arma como “um direito assegurado a qualquer cidadão apto e sem antecedentes criminais”, sem que a posse de arma fosse condicionada à aprovação da Política Federal; o registro de armas não teria expiração, em contraste com a validade de 3 anos atual; a publicidade de armas não teria restrição; entre outros.

No entanto, para o projeto virar uma lei é necessário que a  Câmara dos Deputados e o Senado Federal votem a matéria em plenário.

O Dia Internacional do Desarmamento

O Dia Internacional do Desarmamento  foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2001, e nos alerta para um dos temas centrais para a redução da violência.

Segundo dados, possuímos mais de 1 bilhão de armas de fogo espalhadas pelo mundo. No Brasil, o país em que mais se mata utilizando arma de fogo, o número de mortes violentas por ano é de mais de 50 mil. 

Diante da violência em decorrência da arma de fogo, é necessário que se crie um dia para refletirmos sobre as possíveis mudanças que devem ser feitas para erradicarmos essas mortes. 

Não é possível considerarmos que armas trariam uma proteção às pessoas e que seriam instrumentos que garantiriam a segurança pessoal. 

“É bom lembrar que os estudos mostram que em um país de relações violentas como o Brasil, armas são catalizadores do efeito morte, escalonando situações do dia a dia em direção a desfechos fatais.”

Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2022.

A importância da Educação em Direitos Humanos para debater a questão do desarmamento

A Educação  em Direitos Humanos pode transformar a sociedade, trazendo reflexões que estimulam a busca por políticas públicas eficientes, promovendo paz e cidadania, podendo daí  começar a pensar na erradicação da violência.

É essencial uma Educação em Direitos Humanos para que tenhamos base na dignidade da pessoa humana, promovendo assim a justiça, igualdade, solidariedade e paz.

O Instituto Aurora é comprometido com projetos sociais que buscam a prevenção de violências e a quebra de ciclos de violência, por meio de ações educativas. Conheça os nossos projetos que promovem uma cultura de paz.

Algumas referências que usamos neste artigo:

Benevides, Maria Victoria. Educação em Direitos Humanos: de que se trata?

Chiareloto, Murilo Fereira. Alterações no estatuto do desarmamento.

Wittmann, Cristian Ricardo. O desarmamento como meio de defesa dos direitos humanos: uma perspectiva kantiana.

Silva, Sílvio Henry da. O ESTATUTO DO DESARMAMENTO E A SUA (RE)DISCUSSÃO. Santa Maria, 2015.

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
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    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
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    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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