A educação em direitos humanos é uma educação que não acontece somente nos limites da sala de aula. Ela é um processo permanente, continuado e global. Nesse texto, explicamos o que isso significa.

O Instituto Aurora tem como missão educar em direitos humanos, ampliando a compreensão do tema e promovendo diálogos para o reconhecimento das diferenças e a construção da paz. Mas quando falamos de educação em direitos humanos, o que exatamente queremos transmitir?

Estamos muito conectados com o pensamento da professora Dra. Maria Victoria Benevides, que afirma que a educação em direitos humanos é permanente, continuada e global, voltada para uma mudança cultural. 

É uma educação em valores, para atingir corações e mentes.

Na sociedade em que vivemos, marcada por uma herança de desigualdades, precisamos lidar com o preconceito e a discriminação, inclusive quando o assunto é o próprio conceito de direitos humanos, visto muitas vezes como “direitos da marginalidade”, ou ainda apenas relacionado a liberdades individuais, sem pensar nos direitos econômicos, sociais e coletivos.

Com a educação em direitos humanos, podemos contribuir para a formação de uma cidadania ativa e crítica, onde as pessoas percebam as consequências individuais e também sociais de cada escolha, com um senso de responsabilidade. Podemos propiciar o desenvolvimento de sentimentos e atitudes de cooperação e solidariedade, trazendo um entendimento de que todos somos sujeitos de deveres e de direitos.

A educação em direitos humanos pode estar na educação formal, inserida no sistema de ensino, mas ela também acontece na educação não formal – e é aí onde o Instituto Aurora se encaixa.

Educação formal e não formal

A educação formal compreende tanto a educação básica, do sistema escolar, quanto a educação superior, nos cursos de graduação e pós-graduação, pesquisa e extensão. Em ambas, a educação em direitos humanos é pensada para a formação de cidadãs e cidadãos conscientes, que se preocupam com o desenvolvimento de uma cultura de direitos humanos em nossa sociedade.

A ideia de educação não formal vem a partir de uma compreensão de que o processo de produção de conhecimento, reflexão e aprendizado ocorre não apenas nos espaços formais de ensino, mas em diversos momentos da nossa vida. Desta forma, diversos agentes podem contribuir para a educação em direitos humanos, como partidos políticos, comunidades e organizações da sociedade civil.

Temas abordados pela educação em direitos humanos

Afinal, sobre o que se fala em atividades de educação em direitos humanos? Um primeiro tema, e que parece bastante óbvio, é conceituar o que são direitos humanos em si. Trazer ao conhecimento sua origem e do que trata é fundamental, ainda mais quando existem tantas distorções sobre o assunto.

Mas conceituar direitos humanos não é suficiente, é preciso vincular o tema à realidade, mostrar qual sua relação com o nosso cotidiano, em que normas e regras estão previstos estes direitos. E também ligar a teoria à prática: como reivindicar o cumprimento dos direitos, meus e das outras pessoas?

Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos

Em dezembro de 2004, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), proclamou o Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos. Ele tem o objetivo de avançar na implementação de programas de educação em direitos humanos, fornecendo um marco comum de ação coletiva.

Este programa foi dividido em três fases:

  • Primeira fase (2005-2009)

Dedicada  à  integração  da  educação  em  direitos  humanos  nos  sistemas  de  educação  primária  e  secundária.

  • Segunda fase (2010-2014)

Dedicada à educação superior, professores e educadores, funcionários públicos, policiais e  militares.

  • Terceira fase (2015-2019)

Dedicada a promover a formação em direitos humanos para jornalistas e profissionais de mídia, além de reforçar a implementação das duas fases anteriores.

Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos

Além do Programa Mundial, o Brasil conta com um documento próprio que é o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Lançado em 2003, ele tem o objetivo de difundir a cultura de direitos humanos no país, pensando na educação em direitos humanos como uma política pública.

O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos pensa sua atuação nos seguintes âmbitos: educação básica, educação superior, educação não formal, educação dos profissionais dos sistemas de justiça e segurança, educação e mídia.

Se você quiser se aprofundar no assunto, temos um artigo dedicado exclusivamente a este documento: Um olhar resumido sobre o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos

Como trabalhamos pela educação em direitos humanos

A educação em direitos humanos está em tudo o que o Instituto Aurora faz, e queremos dar alguns exemplos concretos de como desenvolvemos em nossa atuação.

Em projetos como o nosso clube do livro ou exibições de filmes seguidas de discussão, utilizamos uma obra de arte como ponto de partida para dialogarmos sobre assuntos relacionados a direitos humanos. Nestas ocasiões, já pudemos abordar temas como igualdade de gênero, igualdade racial, direito à educação, migrações, família, desigualdade social.

No artigo Arte na educação: por que ela é eficaz para ensinar sobre direitos humanos você pode conferir mais sobre estas conexões.

Em projetos como “Novas Lentes, Novas Mentes”, conversamos com o público adolescente sobre direitos humanos e o que eles têm a ver com a sua vida. Já quando conversamos com populações vulneráveis, o objetivo é contribuir para que estas pessoas se vejam como sujeitos de direitos.

Na nossa comunicação, seja com os artigos aqui blog, em textos para outros veículos de comunicação ou em publicações nas nossas redes sociais, buscamos trazer conceitos e informações sobre direitos humanos, para que mais pessoas tenham este conhecimento.

Se você também quer fazer parte deste movimento, confira os diversos modos como pode estar com a gente na seção Faça Parte aqui do site!

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
Consultoria em promoção de diversidade
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Minha empresa quer doar
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