No Brasil, a maioria dos casos de intolerância religiosa está relacionada ao racismo religioso, herança de nosso impiedoso período colonial. A educação em direitos humanos é um caminho para que todos aprendam a distinguir sem separar.

Por Felipe Pinheiro, para o Instituto Aurora

(Foto: Maurício Santos / Unsplash)

O complexo da existência humana contempla algumas características que, se estudadas da maneira apropriada, são capazes de explicar as razões de nossa organização social e a necessidade de criar normas de conduta aptas a regular a vida comum.

Nota-se que, além de naturalmente sociais – o que implica a necessidade de convivência, também somos seres naturalmente racionais, de forma que temos potencialmente a capacidade de tomar decisões informadas.

Essas decisões, por vezes, são baseadas em raciocínios lógicos e amparadas pelo método científico; por vezes são baseadas em explicações místicas e fundamentadas em doutrinas de fé. Isso porque, além de sociais e racionais, também somos naturalmente emocionais. E essas três características – sociabilidade, racionalidade e sensibilidade – formam a base daquilo que chamamos de dignidade da pessoa humana.

Na doutrina jurídica, o valor dignidade humana foi alçado à posição de “valor fonte” de todos os demais valores, de forma que as necessidades existenciais humanas devem ser protegidas e zeladas pelo Estado e por todos os membros da sociedade.

Essa proteção envolve a garantia de uma ampla gama de direitos aptos a conciliar a convivência cívica com as expectativas pessoais e existenciais de cada um. Nesse aspecto, destaca-se o direito fundamental à liberdade religiosa, que será nosso tema de hoje.

Vamos conferir?

Publicado em 03/05/2023.

O que é intolerância religiosa?

A intolerância religiosa é uma forma de violência física ou moral que implica discriminar, ofender ou agredir de qualquer forma pessoas em razão de suas religiões, cultos, crenças ou práticas religiosas.

O tema voltou a ganhar destaque no Brasil diante do aumento de casos de agressão a praticantes de certos cultos religiosos, especialmente aqueles de matrizes africanas, como a umbanda e o candomblé.

Uma vez que a religião acaba demarcando aspectos próprios da cultura de um povo, o ataque à sua religião acaba sendo, na realidade, uma tentativa de agredir a própria população. Isso demonstra que, no país, os casos de intolerância religiosa estão, em grande parte, relacionados ao racismo e à xenofobia. Daí porque o tema é tão importante.

Intolerância religiosa no Brasil

Um relatório publicado em janeiro de 2023 pelo Observatório das Liberdades Religiosas, com apoio da Unesco, apontou um aumento exponencial na quantidade de casos de intolerância religiosa registrados entre os anos de 2019 e 2022.

Os dados apontam que foram registrados 477 casos de intolerância religiosa em 2019, 353 casos em 2020 e 966 casos em 2021. A queda do número de casos em 2020 ocorreu em função do agravamento da pandemia e das medidas restritivas de circulação. Já em 2022, o Disque 100, canal de denúncia de violações de direitos humanos, registrou 1,2 mil casos de intolerância religiosa. Em 2023, só nos 20 primeiros dias do ano foram registradas 58 ocorrências.

De todas as denúncias registradas, a maior parte foi feita por praticantes de religiões de matrizes africanas, como o candomblé e a umbanda. Isso acontece porque, no Brasil, a intolerância religiosa está, em sua maioria, atrelada a questões étnicas. Vale dizer, no país, a intolerância religiosa se confunde com uma espécie de racismo religioso, herança do racismo estrutural existente no país desde o período colonial.

Os casos de intolerância religiosa também acontecem no meio virtual. Segundo a ONG Safernet, as ofensas online aumentaram 522% no intervalo de um ano. Se entre janeiro e outubro de 2021 foram registrados 614 casos apenas no canal de denúncias da instituição, no mesmo período de 2022 a marca saltou para 3,8 mil denúncias.

Intolerância religiosa é crime?

No Brasil, a liberdade religiosa é um direito fundamental protegido pela Constituição Federal. O texto assegura a liberdade de consciência e de crença, bem como o livre exercício de cultos religiosos e a proteção aos locais de culto e respectivas liturgias (art. 5º, inciso VI, CF). Também garante que ninguém será privado de seus direitos em razão de suas crenças religiosas ou convicções filosóficas e políticas (art. 5º, inciso VIII, CF).

Ou seja, o direito fundamental à liberdade religiosa garante a prerrogativa de crer nos valores transcendentais que bem entender e o direito de livremente exteriorizar suas crenças e visão de mundo, desde que respeitem os direitos e liberdades das demais pessoas.

Por esse motivo, a intolerância religiosa é crime tipificado no art. 208 do Código Penal. São passíveis de punição com pena de 1 mês a 1 ano ou multa aqueles que ultrajarem, impedirem ou perturbarem, por motivo de crença religiosa, cerimônia ou a prática de culto religioso, ou depredarem ato ou objeto de culto religioso. A pena será aumentada em um terço em caso de emprego de violência.

No início de 2023, a Lei n. 14.532/23 acrescentou ao texto do art. 140 do Código Penal disposição que determina que, caso o crime de injúria consista na utilização de elementos referentes à religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência, a pena para o crime será de 1 a 3 anos de reclusão e multa.

Alguns casos de intolerância religiosa no Brasil

Em janeiro de 2022, um pai de santo foi vítima de intolerância religiosa enquanto celebrava seu culto em um terreiro de candomblé, em Vitória da Conquista/BA. Na tentativa de interromper a cerimônia religiosa, um homem autodeclarado evangélico estacionou um carro de som do lado de fora do terreiro e começou a se manifestar contra a prática religiosa. Segundo ele, a agressão foi uma tentativa de “exorcizar” os praticantes que se aproximavam do local.

Já em abril do mesmo ano, em Joinville/SC, uma garota praticante de umbanda foi agredida por uma colega que não concordou com suas crenças religiosas. Para a agressora, a prática da umbanda é uma forma de “culto ao demônio”.

Mais recentemente, em março de 2023, uma professora da rede pública municipal foi ofendida em um ônibus enquanto seguia para o trabalho, no município de Queimados/RJ, por trajar roupas e colares característicos do candomblé. O motorista do ônibus teria pedido uma Bíblia a outro passageiro para fazer uma “leitura da salvação sobre o céu e o inferno”, proferindo palavras em direção à professora. Segundo testemunhas, ele teria sido aplaudido por alguns passageiros do ônibus.

Os ataques e ofensas às práticas religiosas acontecem em todo o Brasil e revelam uma realidade que deve ser combatida com urgência.

Caminhos para combater a intolerância religiosa

Está certo que todas as práticas discriminatórias, qualquer seja sua natureza, devem ser julgadas e punidas na forma prevista em lei. A publicidade dos casos e consequente condenação pública também auxiliam na regulação das condutas sociais. Contudo, a repressão, ainda que tenha um papel pedagógico importante, se demonstra ineficaz quando o tema é a elevação do patamar civilizatório.

Para isso, algumas ações positivas devem ser tomadas em conjunto com a aplicação da lei penal. O objetivo dessas ações é educar e conscientizar as pessoas a respeito da importância da tolerância e sobre as vantagens coletivas de sermos diferentes.

A educação, portanto, é o melhor caminho para combater a intolerância religiosa. Afinal, ela é fundamental para auxiliar as pessoas no desenvolvimento de habilidades sociais e o sentimento de coletividade. Além disso, estudar aspectos culturais de povos diferentes é importante para desenvolver o respeito e apreço pelas nossas diferenças.

Outra ferramenta importante é o diálogo social. Ele pode ocorrer tanto entre as religiões, permitindo que as pessoas troquem informações sobre seus valores e tradições, quanto por meio de entidades governamentais e da sociedade civil. Promover debates, incentivar festas tradicionais religiosas e outras políticas de inclusão são fundamentais para combater a intolerância religiosa.

Nesse aspecto, a mídia tem papel fundamental, seja para divulgar conhecimento sobre as diferentes culturas e religiões, trazer publicidade a debates e eventos públicos, além de promover a tolerância religiosa por meio de campanhas publicitárias. O exemplo de alguém que admiramos sempre ajuda a transformar comportamentos.

As redes sociais também podem auxiliar da mesma maneira, com a vantagem de seu potencial para alcançar um público mais jovem e espalhar a rede de tolerância com muito mais velocidade.

Como a educação em direitos humanos pode ajudar a prevenir a intolerância religiosa?

A educação em direitos humanos é uma educação em valores. Esse processo transcende a educação formal e tem como objetivo transmitir os valores da coletividade e solidariedade a fim de provocar uma transformação ampla na sociedade, fazendo com que cada pessoa se enxergue como um veículo de promoção do bem comum.

Em relação à intolerância religiosa e outras práticas discriminatórias, uma pessoa desconectada de valores de coletividade e solidariedade se vê predisposta a, ao se deparar com pessoas diferentes, imediatamente separá-las umas das outras. Por sua vez, quem se conecta com uma cultura de direitos humanos tem a capacidade de distinguir sem separar, a não ser que haja critérios objetivos que justifiquem a contraposição.

Esse é o papel da educação em direitos humanos: estimular uma cidadania ativa e crítica, desenvolvendo em cada pessoa a capacidade de distinguir sem separar, de discordar sem depreciar, de criticar sem destruir. A noção de responsabilidade coletiva e o aculturamento sobre a diversidade de valores que existem entre os diferentes povos é o caminho para extinguir a intolerância religiosa.

O Instituto Aurora tem como missão defender e promover a educação em direitos humanos. Durante a pesquisa “Panorama da Educação em Direitos Humanos: órgãos, políticas e ações”, entrevistamos responsáveis pela EDH em órgãos dos estados brasileiros. Dentre os temas trabalhados na Educação em Direitos Humanos, a questão da intolerância religiosa foi citada pelo Maranhão, que realiza campanhas educativas sobre este e outros temas. A pesquisa completa, bem como as publicações anteriores, está disponível para download gratuito.

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Algumas referências que usamos neste artigo:

Código Penal

Constituição Federal

TAVARES, André Ramos. “O direito fundamental ao discurso religioso: divulgação da fé, proselitismo e evangelização”. Revista Brasileira de Estudos Constitucionais – RBEC, Belo Horizonte, ano 3, nº 10, p. 17-47, abr./jun. 2009.

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
Liberdade de pensamento: você tem?
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
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    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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