Etarismo é um preconceito relacionado à idade, decorrente de estereótipos geracionais e que afeta pessoas em diferentes contextos, como nas relações de trabalho e interpessoais.

Por Renato Guimarães, para o Instituto Aurora

(Foto: cottonbro studio / Pexels)

A população mundial está passando por uma mudança na sua estrutura etária. De modo geral, há menos nascimentos e mais pessoas vivendo e trabalhando por mais tempo. 

Empresas que buscam talentos no mercado, além de apoiar a progressão de carreira dos funcionários internos, precisam estar atentos a possíveis vieses. A oferta de jovens talentos está diminuindo e estudos externos revelam um preconceito generalizado contra candidatos mais velhos no processo de seleção.

Pesquisas indicam que muitos conflitos entre gerações são, na verdade, decorrentes de estereótipos geracionais. As diversas fases da vida tendem a vir com diferentes pontos fortes, exigências e escolhas, que deveriam ser encaradas como vantagem competitiva. 

Etarismo (ou idadismo) significa preconceito por idade, que também pode ser chamado de ageísmo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ageísmo se refere “aos estereótipos (como pensamos), ao preconceito (como nos sentimos) e à discriminação (como agimos) dirigida a pessoas com base em sua idade”.

Ou seja, discutir etarismo e diversidade etária não é apenas uma questão social mas, principalmente, estratégica.

O que vamos abordar neste artigo:

Publicado em 13/02/2025.

Envelhecimento da população

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o mundo envelhece rapidamente. O número de pessoas com mais de sessenta anos está crescendo, o que reforça a perspectiva de que o século 21 é o século dos idosos. Estamos vivendo a revolução da longevidade. No mundo, duas pessoas comemoram seu sexagésimo aniversário a cada segundo, uma em cada nove tem sessenta anos ou mais, e estima-se que essa faixa etária cresça para uma em cada cinco pessoas até 2050 (UNFPA, 2012).

Enquanto a população brasileira com menos de 50 anos cresceu 1,1% entre junho de 2012 e junho de 2022, a população acima de 50 anos cresceu 35,1% (IPCA 50+). O número de idosos (60+), em 2002, era de 14,1 milhões e esse número deve chegar a 33,4 milhões em 2025 (IBGE, 2019). Em 1940, a expectativa de vida dos brasileiros era de 45,5 anos. Em 2018, esse número chegou a 76,3 anos (IBGE, 2019).

O Brasil enfrentará uma enorme escassez de talentos até 2030, quando atingirá um déficit de 15,8 milhões de funcionários em todos os níveis de qualificação. Sua escassez de talentos de nível A (profissionais altamente qualificados) será equivalente a 36% de toda a força de trabalho de nível A do país em 2030, o que resultará em uma produção não realizada equivalente a 13% de sua economia (Kornferry.com).

Pirâmide etária mundial
Pirâmides etárias no Brasil

Segundo Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil, a oferta de jovens talentos está diminuindo. No Japão, por exemplo, o desafio é o inverso do Brasil. As políticas públicas do Japão já estão sendo adaptadas para permitir a flexibilização de horas ou demissões por idade. 

De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Ethos (figura abaixo), o tema de diversidade etária é o que mais cresce em nosso país, já alcançando a marca de 37% nas grandes empresas participantes da pesquisa da Revista Época-Negócios.

Crescimento dos grupos de afinidade de diversidade, equidade e inclusão nas organizações.

A manifestação do etarismo 

O Instituto Ethos (2022), salienta ainda que o Etarismo Institucional se manifesta de várias formas, dentre elas, destacamos: 

  • Não aceitar currículos de pessoas com 50+
  • Duvidar da capacidade de gestão e responsabilidades de uma pessoa jovem
  • Promover apenas considerando a idade da pessoa, por julgar ser mais experiente.

Já com relação ao Etarismo Interpessoal, esse pode se manifestar por alguns atos ou falas. Vejamos a seguir:

  • “Essa juventude não respeita ninguém”
  • “As pessoas mais velhas não conseguem se adequar às tecnologias”
  • Fazer piadas, generalizar, tirar vantagens da idade de alguém, entre outros. 

Mas como tratar do tema da diversidade geracional de forma harmônica, mitigando os potenciais conflitos geracionais que possam surgir? Vejamos alguns dados: 

Em organizações com 500 ou mais funcionários, 58% dos profissionais de RH relatam conflitos entre trabalhadores mais jovens e mais velhos. Segundo Urick (2017), pesquisas sugerem que muitos conflitos geracionais são, de fato, atribuíveis a estereótipos geracionais.

Parry e Urwin (2011), dizem que as diferenças geracionais são formadas através da experiência compartilhada de circunstâncias sociais, políticas e econômicas particulares. Precisamos entender, portanto, que essas circunstâncias diferem de acordo com a cultura e o contexto. 

De acordo com Perry (2016), pesquisas externas mostram um viés generalizado contra candidatos mais velhos no processo de contratação. 

Além disso, dentro de um contexto de harmonia geracional, Wainstock (2023) salienta que um estudo conduzido pelas consultorias ASTD Workforce Development e Aspectum revelou um dado alarmante: mais de 30% dos profissionais desperdiçam 5 horas ou mais por semana em conflitos com colegas de diferentes idades.

A especialista sobre o tema , Winandy (2021), corrobora que em seus vastos anos de experiência atuando na área de recursos humanos, vivenciou casos de empresas que estipulavam em seus processos seletivos a necessidade dos candidatos terem boa aparência, serem jovens mas com muita experiência, etc. Além disso, presenciou discussões em que percebeu mulheres sem filhos e ainda em idade fértil serem excluídas do processo seletivo.

O que ocorre nesses casos é uma espiral negativa do etarismo se manifestando e contaminando o meio. Etarismo gera etarismo: passa-se a perceber sinais de disputa entre as gerações: “lá vêm esses garotos querendo tomar o meu lugar”. O que acaba desencadeando em uma desmotivação e falta de vontade de continuar aprendendo para a geração mais idosa , entrando em um processo de auto-etarismo e, em algumas situações, até mesmo em vitimização.

Desmistificando estereótipos etários

Em contraste às manifestações de etarismo citadas acima, grande parte dos dados da literatura consultados  apresentam resultados  que concluem que as diferenças geracionais não são reais e significativas, ou seja, as semelhanças entre gerações são provavelmente mais fortes do que as diferenças. Por exemplo: todas as gerações se preocupam com a segurança, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e citam o trabalho desafiador como a principal razão para permanecer em sua empresa. 

As diferenças que os pesquisadores encontram são pequenas e mostram mudanças graduais ao longo dos anos de nascimento; tornando artificial a aplicação de “pontos de corte” rigorosos entre gerações. Até mesmo pelo fato do envelhecimento não se dar apenas pelo fator idade (ou idade biológica).

Conforme revisão literária realizada por em Nilsson (2016), em seu artigo científico “Conceptualisation of chronological ageing” (Conceituando a idade cronológica, em tradução livre), foram identificadas quatro conceituações específicas de envelhecimento que afetam a possibilidade dos indivíduos prolongarem a sua vida profissional. São eles: envelhecimento funcional, envelhecimento mental, envelhecimento biológico e envelhecimento social. 

Todas essas “diferentes idades” poderiam afetar a idade cronológica de cada pessoa, ou seja, presume-se que um indivíduo tenha várias idades ao mesmo tempo, dependendo de diferentes contextos. Essas idades são relacionadas, e não totalmente distintas umas das outras. 

Nesse contexto, fica notória a importância das campanhas educativas para que, a longo prazo, haja uma mudança cultural na organização onde se possa eliminar os estereótipos e vieses. 

Considerações Finais

“Se queremos mudar o mindset da sociedade e, particularmente do mundo corporativo, não devemos mencionar terminologias negativas. Falar de conflito geracional é reforçar as divergências e as dificuldades. Por outro lado, quando utilizamos harmonia geracional ou integração das mais variadas idades trazemos um enfoque direcionado à solução de eventuais desafios”.

(WAINSTOCK, 2024).

Ainda com Wainstock (2023), de acordo com dados obtidos em suas pesquisas, estudos globais demonstram que empresas com equipes multigeracionais são mais propensas a obter maior lucratividade. De acordo com um relatório da consultoria McKinsey, elas têm 21% mais chances de superar seus concorrentes em rentabilidade. Já um levantamento conduzido pela Deloitte revelou que aquelas que adotam políticas inclusivas para todas as idades têm uma taxa de retorno sobre o investimento (ROI) mais alta, alcançando até 2,3 vezes mais lucratividade.

A criação de grupo de afinidade que discuta de forma transparente a temática do etarismo e diversidade geracional pode ajudar as organizações a definir caminhos para endereçar e, até, resolver os seguintes dilemas:

  1. Passar de um conflito geracional para um diálogo aberto entre todas as gerações, multiplicando o conhecimento, garantindo um entendimento claro e compartilhado sobre as características mais marcantes de cada geração, reconhecendo e valorizando suas fortalezas, equipando a força de trabalho através do letramento institucional e interpessoal;
  2. Melhorar a transparência e a comunicação em torno das oportunidades de carreira para lidar com a proposta de valor de diferentes gerações, gerando um ambiente mais colaborativo, abraçando a diversidade etária, através de uma interação entre as gerações, transformando conflitos em fortalezas;
  3. Prover insights úteis para a organização para revisão de benefícios e políticas.
  4. Vivenciar o dia a dia na empresa em uma comunidade inclusiva, mitigando ativamente todos os vieses etários e geracionais.

Por fim, além dos benefícios financeiros, a integração geracional também fortalece a imagem corporativa. Um estudo da consultoria PwC concluiu que cerca de 86% dos consumidores acreditam que as marcas devem promover a diversidade em todas as suas formas. Uma organização que integra diferentes gerações transmite uma imagem de respeito e comprometimento social — o que confere vantagem competitiva no mercado.

O Instituto Aurora atua com Educação em Direitos Humanos e também oferece serviços para empresas. Saiba mais sobre nossas palestras e formações.

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Algumas referências que usamos neste artigo:

NILSSON, K. Conceptualization of ageing in relation to factors of importance for extending working life – a review. Scandinavian Journal of Public Health, 44(5), 490-505, 2016. https://doi.org/10.1177/1403494816636265

PARRY, E.; URWIN, P. Generational differences in work values: A review of theory and evidence. International Journal of Management Reviews, v. 13, n. 1, p. 79-96, 2011.

PERRY, E.L. et al. Talkin’ ‘bout your generation: O impacto da idade e geração do candidato nas percepções e resultados relacionados à contratação. Trabalho, Envelhecimento e Aposentadoria, 3(2), 186-199, 2016

SOCIETY FOR HUMAN RESOURCE MANAGEMENT. Generational differences: Myths and realities. Workplace Visions, n. 4, 2007.

URICK, M. J. et al. Understanding and managing intergenerational conflict: An examination of influences and strategies. Work, Aging and Retirement, v. 3, n. 2, p. 166-185, 2017.

WAINSTOCK, M. Integrar gerações impulsiona a lucratividade. Exame, bússola, Publicado em 3 de julho de 2023. Última atualização em 3 de julho de 2023. 

WAINSTOCK, M. Ageless: Desafios e oportunidades na integração de gerações. Exame, bússola, Publicado em 7 de agosto de 2023.

WAINSTOCK, M. Intercâmbio geracional: vamos mudar o mindset? Exame, bússola, Publicado em 4 de março de 2024.

WINANDY, F. Etarismo: Um novo nome para um velho preconceito. São Paulo: Gulliver, 2021

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
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Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
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A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
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    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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