A discussão sobre o empoderamento feminino tem atravessado inúmeros cenários diferentes e nem sempre lança luz sobre sua importância para a superação de desigualdades de gênero e promoção de direitos das mulheres. Há críticas sobre o conceito ter sido esvaziado do seu real significado. Afinal, o que significa o empoderamento feminino?

Por Maria Beatriz R Dionísio, para o Instituto Aurora

(Foto: Barbara Vanzo)

Aqui no Instituto Aurora já falamos sobre a importância do quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o de Igualdade de gênero. Ele tem por objetivo “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”. Mas o que seria esse empoderamento? Aproveitamos para trazer algumas outras reflexões prévias: O que passa pela sua cabeça ao ouvir falar sobre empoderamento feminino? O que significa na prática para você?

Sabemos que o conceito esteve em alta nos últimos tempos. Na internet há uma infinidade de publicações, músicas, filmes e frases derivadas do termo, algo como “50 frases de mulheres empoderadas”, “um guia para ser uma mulher empoderada” e assim por diante. Neste artigo vamos falar mais profundamente sobre o que significa empoderar mulheres e meninas e o motivo de ser tão importante para uma sociedade mais justa e igualitária.

O que vamos abordar neste artigo:

Publicado em 06/09/2023.

O que é empoderamento?

“O empoderamento é um trabalho, lento e gradual, de recuperação de poder social de grupos minoritários”.

(Joice Berth, arquiteta e urbanista, autora do livro “Empoderamento”)

Os grupos minoritários são aqueles que possuem um menor poder social, ou seja, são colocados em um lugar de desvantagem em uma hierarquia social. Isso significa que as pessoas pertencentes a esses grupos – como: mulheres, população negra, LGBTQIA+ e indígenas -, são historicamente postas à margem da sociedade e possuem seus direitos básicos violados, principalmente, por grupos sociais dominantes. A discriminação às pessoas em razão do seu gênero, raça, etnia e orientação sexual as distanciam de seus direitos fundamentais e assegura que aqueles que detém o poder social garantam seu lugar de dominância em uma estrutura que os privilegiem.

Para começarmos a falar sobre empoderamento, precisamos questionar essas estruturas de poder em nossa sociedade. Paulo Freire, considerado precursor do conceito de empoderamento e educador mundialmente conhecido, apontou os problemas de relações sociais desiguais que são pautadas na exploração de uma classe em detrimento de outra, assim como também se dedicou em falar sobre uma educação libertadora que transformasse a realidade das pessoas que são oprimidas por esse sistema e promovesse mudanças efetivas.

Para o pensador, o empoderamento significava a conquista da liberdade por parte dos oprimidos, em que não seriam mais dependentes de seus opressores e não estariam mais subordinados a uma estrutura que tornasse suas vidas degradantes. Além dessa definição amplamente utilizada, é comum escutar falar sobre o termo que vem do inglês Empowerment”, ele significa “dar poder a”. No entanto, o próprio Paulo Freire fez ressalvas a essa definição, para que não compreendessem que o empoderamento era algo que poderia vir de outros ou dado por alguém, pois isso só manteria essa engrenagem desigual, mas sim de si mesmo, seja a pessoa, o grupo ou instituição.

Isso não quer dizer que o educador era favorável a um empoderamento individual, pelo contrário, assegurava que o empoderamento era de natureza social e, portanto, deveria ser coletivo, objetivando a transformação mais ampla da sociedade.

Joice Berth fala que “o poder só é justo quando é coletivo”. Para exemplificar, imagine que uma mulher assuma uma posição de liderança em sua instituição de trabalho. A ascensão dessa mulher não vai por si só provocar uma transformação na vida de todas as mulheres e dar a elas o poder de escolha que as opressões tiraram por séculos. Apenas aliada a outras sucessivas ações políticas e sociais que possam contribuir com o empoderamento de outras mulheres, é que essa ascensão poderá promover libertação e autonomia desse grupo.

Empoderamento feminino

Em 1998 foi lançada uma das animações mais populares da Disney: o sucesso de bilheteria “Mulan” contou a história de uma mulher que lutou com o exército chinês no lugar de seu pai que tinha idade avançada. Mesmo sendo descoberta, a personagem que foi inspirada em uma lenda chinesa ainda insistiu e seguiu o exército para ajudá-los a vencer seus inimigos de guerra. A animação é vista como um símbolo do empoderamento feminino. Mas por qual motivo?

Em uma das cenas iniciais do filme, Mulan e seu pai discutem quando ela sugere que ele não vá para a guerra, após ter sido convocado. “Eu conheço o meu lugar, está na hora de você conhecer o seu”, foi o que ele respondeu para ela. O lugar da mulher e as escolhas sobre sua vida são há séculos definidos por uma sociedade patriarcal e machista que reservam a elas apenas espaços de menor valor social, participação política e de decisões em diversos setores.

Muitas vezes o trabalho a que as mulheres são destinadas não é reconhecido ou remunerado, sendo considerado como uma “obrigação” do fazer feminino. Exemplo disso é a diferença entre homens e mulheres de horas diárias dedicadas aos cuidados de pessoas e/ou tarefas domésticas, pois enquanto os homens dedicam 5,3 horas por dia para isso, as mulheres gastam 11,8 horas diárias com o trabalho não remunerado – e pouco valorizado socialmente.  

O empoderamento feminino significa realizar ações que minimizem os efeitos de opressões de anos, as quais inibiram a participação das mulheres nas decisões que afetam suas próprias vidas. Até 2019 apenas 34,9% das mulheres ocupavam posições de cargos gerenciais em empresas e, numa perspectiva interseccional de raça, esse número caía para 29,4%, enquanto 65,1% dos homens ocupavam esse mesmo lugar.

Na política, o número de assentos na Câmara dos Deputados era 513 e desses somente 77 eram ocupados por mulheres em 2018. Já na Câmara dos Vereadores, havia em 2020 um total de 58.090 assentos e apenas 9.301 foram ocupados por mulheres. Isso mostra que ainda há uma desigualdade muito gritante nesses cargos que detêm poder, o que significa que homens estão decidindo por inúmeros assuntos, inclusive aqueles que dizem respeito ao corpo, relações e trabalho das mulheres.   

Ter liberdade, autonomia e a possibilidade de influenciar a outras mulheres nesse processo é o verdadeiro significado de empoderar as mulheres. Além de não permitir que representações sobre quem deveriam ser ou o que deveriam fazer definam seus lugares e escolhas.

Foi nesse sentido que a ONU criou “Os Princípios de Empoderamento das Mulheres” como forma de direcionar, principalmente, o setor empresarial a respeito de ações para diminuir as desigualdades de gênero. Ao todo são sete princípios, sendo eles:

  1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
  2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
  3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
  4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
  5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
  6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
  7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

Essas são algumas formas de contribuir para que as mulheres também assumam o poder social que é de direito. Tudo isso precisa igualmente ser visto na perspectiva interseccional, compreendendo que além das opressões sofridas por ser mulher, há outros marcadores sociais que acrescentam ainda mais desigualdades para mulheres pertencentes a outros grupos minoritários, como ser uma mulher negra e LGBTQIA+.

>> A urgência em se tratar todas as questões sociais a partir da interseccionalidade é explicada nesse TEDTalks, com a precursora do conceito Kimberlé Crenshaw. Recomendamos muito!       

Talvez você tenha chegado até aqui e esteja se perguntando o que a Mulan, que comentamos lá no início, tem a ver com o empoderamento feminino. Arriscamos dizer que, considerando o que de fato significa o empoderamento feminino, Mulan representou esse rompimento sobre o que esperavam para ela como mulher e ocupou seu lugar de direito mesmo quando não deram espaço para ela fizesse isso.

O resultado não foi de benefício apenas a si própria, mas salvou ao país com os seus feitos. Além disso, fora das telas impactou a toda uma geração mostrando que ser mulher não se restringe a casar, cuidar do lar e expressar algum padrão de feminilidade. Contrário a isso, mostrou que a mulher tem capacidade e direito de ocupar os lugares que quiser.

Qual a importância do empoderamento feminino?

Parte essencial do processo de empoderamento feminino é o de se conscientizar sobre questões sociais que afetam a si. Além de olhar para sua realidade de forma crítica, a conscientização também inclui conhecer seus direitos e ter acesso a informações que vão contribuir para que mulheres tenham maior liberdade de escolha e autonomia. Isso é o que torna o empoderamento feminino tão importante.

Um dos objetivos do ODS 5 de Igualdade de Gênero é “eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo tráfico e exploração sexual e de outros tipos”. No Brasil, uma mulher é vítima de violência a cada quatro horas e ao menos 60% das mulheres conhecem uma vítima de violência doméstica.

Uma das características da violência doméstica é o isolamento da vítima da sua rede de apoio e o consequente aumento do controle do parceiro por ele ser, no geral, o único contato da mulher. Para que as mulheres e meninas deixem de ter seus direitos violados, principalmente em situações como essa, o empoderamento tem papel fundamental na prevenção e enfrentamento dessas violências. Como mencionado, o processo de conscientização atrelado ao empoderar-se contribui para que elas possam buscar ajuda ao identificarem as situações de violência, conheçam seus direitos, tenham suporte adequado e possam romper com o ciclo da violência.

Como a educação em direitos humanos pode fortalecer o empoderamento feminino?

O processo de empoderamento é também o de reconhecimento da cidadania. Isso significa que a educação em direitos humanos é primordial no fortalecimento do empoderamento de mulheres, pois é a partir dela que é possível aprender sobre direitos que são fundamentais a todos os seres humanos, assim como também compreender o que é necessário para reivindicar e acessar a eles.

Como já comentamos neste artigo, essa conscientização vem a partir de uma análise crítica sobre a realidade. Perceber as estruturas desiguais na sociedade que impactam na vida das mulheres e outros grupos minoritários – socialmente – é o passo inicial para transformar esse cenário.

E aí, você sabia dessas informações? O que tem de diferente ou semelhante do que você havia pensado sobre empoderamento feminino? O empoderamento feminino é um processo e trabalho coletivo, seu objetivo é que as mulheres e meninas possam viver em um mundo mais igualitário e que ocupem lugares que também são de direitos delas.

Ser um trabalho coletivo não significa que as conquistas individuais de cada uma não tenham importância, mas que cada mulher empoderada possa empoderar a outras tantas para que mudanças efetivas sejam vistas na nossa sociedade.

O Instituto Aurora está comprometido com a Agenda 2030 da ONU, e o ODS 5 é um dos que estamos especialmente conectadas. Saiba mais sobre o nosso olhar para a questão da igualdade de gênero.

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Algumas referências que usamos neste artigo:

BERTH, Joice. Empoderamento. São Paulo: Sueli Carneiro; Editora Pólen, 2019. 184p.

MORAIS, M. O.; RODRIGUES, T. F. Empoderamento feminino como rompimento do ciclo de violência doméstica. Revista de Ciências Humanas, [S. l.], v. 1, n. 1, 2018.

VALOURA, Leila de Castro. Paulo Freire, o educador brasileiro autor do termo Empoderamento, em seu sentido transformador. Em: Social Residency: An Innovative Program by Comunicarte. Comunicarte, 2011.

Diálogos GNT | O que é empoderamento feminino?

Instituto Patricia Galvão | Pesquisa Percepções sobre controle, assédio e violência doméstica: vivências e práticas

Pontes ou muros: o que você têm construído?
Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
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Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
Quem é você na Década da Ação?
Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
A vitória é de quem?
Nessa palestra permeada pela visão de mundo delas, proporcionamos um espaço para dissipar o medo sobre palavras como: feminismo, empoderamento feminino e igualdade de gênero. Nosso objetivo é mostrar o quanto esses termos estão associados a grandes avanços que tivemos e ainda podemos ter - em um mundo em que todas as pessoas ganhem.
A vitória é de quem?
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Liberdade de pensamento: você tem?
As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
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Formações customizadas
Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
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Consultoria em promoção de diversidade
Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
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Minha empresa quer doar

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    Depoimento de professora de Campo Largo
    Em 2022, nosso colégio foi ameaçado de massacre. Funcionárias acharam papel em que estava escrito o dia e a hora que seria o massacre (08/11 às 11h). Também tinha recado na porta interna dos banheiros feminino e masculino. Como gestoras, fizemos o boletim de ocorrência na delegacia e comunicamos o núcleo de educação. A partir desta ação, todos as outras foram coordenadas pela polícia e pelo núcleo. No ambiente escolar gerou um pânico. Alunos começaram a ter diariamente ataque de ansiedade e pânico. Muitos pais já não enviavam os filhos para o colégio. Outros pais da comunidade organizaram grupos paralelos no whatsapp, disseminado mais terror e sugestões de ações que nós deveríamos tomar. Recebemos esporadicamente a ronda da polícia, que adentrava no colégio e fazia uma caminhada e, em seguida, saía. Foram dias de horror. No dia da ameaça, a guarda municipal fez campana no portão de entrada e tivemos apenas 56 alunos durante os turnos da manhã e tarde. Somente um professor não compareceu por motivos psicológicos. Nenhum funcionário faltou. Destacamos que o bilhete foi encontrado no banheiro, na segunda-feira, dia 31 de outubro de 2022, após o segundo turno eleitoral. Com isto, muitos estavam associando o bilhete com caráter político. A polícia descartou essa possibilidade. Enfim, no dia 08, não tivemos nenhuma ocorrência. A semana seguinte foi mais tranquila. E assim seguimos. Contudo, esse é mais um trauma na carreira para ser suportado, sem nenhum olhar de atenção e de cuidado das autoridades. Apenas acrescentamos outras ameaças (as demandas pedagógicas) e outros medos.
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    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitos humanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
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    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
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    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
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    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
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    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
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    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
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    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    Testimony of a Teacher from Campo Largo
    In 2022, our school was threatened with a mass attack. Staff members found a piece of paper stating the day and time when the attack would take place (11/08 at 11 a.m.). There was also a note posted on the inside doors of both the female and male restrooms. As school administrators, we filed a police report at the station and informed the education department. From that point on, all other actions were coordinated by the police and the department. The situation caused panic within the school environment. Students began to experience daily anxiety and panic attacks. Many parents stopped sending their children to school. Other parents from the community organized parallel WhatsApp groups, spreading even more fear and suggesting actions that we should take. We sporadically received police patrols, who would enter the school, walk through the premises, and then leave. Those were days of horror. On the day of the threat, the municipal guard maintained surveillance at the front gate, and we had only 56 students attending across the morning and afternoon shifts. Only one teacher did not come to work due to psychological reasons. No other staff members were absent. We emphasize that the note was found in the restroom on Monday, October 31, 2022, after the second round of the elections. Because of this, many people associated the note with political motives. The police ruled out that possibility. In the end, on the 8th, there were no incidents. The following week was calmer, and we carried on. However, this is yet another trauma in our professional careers that we must endure, without any attentive or caring response from the authorities. Instead, additional pressures were added—other threats in the form of pedagogical demands—and new fears.
    Depoimento de professora de Campo Largo
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    Who are you in the decade of action?
    We know that we need to act in the present in order to live in a better world tomorrow. But what, after all, is this better world? Is it possible to build it? Who will do it? In a dynamic and interactive way, participants will be encouraged to reflect on their belief systems and to experience the concept of social justice. Each person will be able to recognize their own potential and take responsibility for their actions.
    Quem é você na Década da Ação?
    Sabemos que precisamos agir no presente para viver em um mundo melhor amanhã. Mas, afinal, o que é esse mundo melhor? É possível construí-lo? Quem fará isso? De forma dinâmica e interativa, os participantes serão instigados a pensar em seu sistema de crenças e a vivenciarem o conceito de justiça social. Cada pessoa poderá reconhecer suas potencialidades e assumir a sua autorresponsabilidade.
    Bridges or walls: what have you been building?
    In a world of deconstruction, let us be builders. This idea was decisive in the creation of Instituto Aurora, which is why we share this message. Through a blend of life stories and group interaction, the principles of nonviolent communication and the possibility of being empathetic are presented, culminating in a symbolic act of collective construction.
    Pontes ou muros: o que você têm construído?
    Em um mundo de desconstrução, sejamos construtores. Essa ideia foi determinante para o surgimento do Instituto Aurora e por isso compartilhamos essa mensagem. Em uma mescla de história de vida e interação com o grupo, são apresentados os princípios da comunicação não-violenta e da possibilidade de sermos empáticos, culminando em um ato simbólico de uma construção coletiva.
    Freedom of thought: do you have it?
    Projections for the 21st century point to the exponential growth of artificial intelligence and its presence in our daily lives. Have you ever wondered what machines have been learning about humanity and life in society? And how does this return to us, impacting the way we read and understand the world? It is time to discuss what kinds of data have been feeding the machines, because this is already influencing the future we are building.
    Liberdade de pensamento: você tem?
    As projeções para o século XXI apontam para o exponencial crescimento da inteligência artificial e da sua presença em nosso dia a dia. Você já se perguntou o que as máquinas têm aprendido sobre a humanidade e a vida em sociedade? E como isso volta para nós, impactando a forma como lemos o mundo? É tempo de discutir que tipo de dados têm servido de alimento para os robôs porque isso já tem influenciado o futuro que estamos construindo.
    Customized Training Programs
    Our training programs address topics related to the understanding of human rights in an interdisciplinary way, applied to people’s everyday lives—regardless of their field of work—and tailored to the needs of those who choose this service.
    Formações customizadas
    Nossas formações abordam temas relacionados à compreensão de direitos humanos de forma interdisciplinar, aplicada ao dia a dia das pessoas - sejam elas de quaisquer áreas de atuação - e ajustadas às necessidades de quem opta por esse serviço.
    Diversity Promotion Consulting
    We have observed a positive movement toward the creation of diversity committees within institutions. Through our consulting services, we can work together to design these spaces for dialogue and define strategies to strengthen a culture that upholds and guarantees human rights.
    Consultoria em promoção de diversidade
    Temos percebido um movimento positivo de criação de comitês de diversidade nas instituições. Com a consultoria, podemos traçar juntos a criação desses espaços de diálogo e definir estratégias de como fortalecer uma cultura de garantia de direitos humanos.
    Learning to Have Courageous Conversations about Human Rights
    In this workshop, employees will learn the basic principles of the Dialogue Circles methodology, adapted by Instituto Aurora for the corporate context.
    Aprendendo a ter conversas corajosas sobre direitoshumanos
    Neste workshop, os colaboradores aprenderão princípios básicos da metodologia de Círculos de Diálogos, adaptada pelo Instituto Aurora para o contexto corporativo.
    Building a Culture of Respect and Inclusion
    In this workshop, employees will be introduced to practical strategies to strengthen organizational culture based on human rights. Using interactive methodologies, such as case studies and reflective activities, we will explore how to create a more inclusive workplace aligned with the values of respect, equity, and diversity.
    Construindo uma Cultura de Respeito e Inclusão
    Neste workshop, os colaboradores serão introduzidos a estratégias práticas para fortalecer a cultura organizacional com base nos direitos humanos. Utilizando metodologias interativas, como estudos de caso e dinâmicas reflexivas, exploraremos como criar um ambiente de trabalho mais inclusivo, alinhado a valores de respeito, equidade e diversidade.
    New Lenses: Expanding Perspectives on Interpersonal Relationships
    In this workshop, employees will be invited to develop a new perspective on relationships in the workplace. Through interactive activities and the sharing of personal stories, we will work with empathy as an essential tool to strengthen connections, reduce conflicts, and build a more respectful environment.
    Novas Lentes: ampliando percepções sobre relacionamentos interpessoais
    Neste workshop, os colaboradores serão convidados a desenvolver uma nova perspectiva sobre as relações no ambiente de trabalho. Por meio de dinâmicas interativas e da escuta de histórias pessoais, trabalharemos a empatia como ferramenta essencial para fortalecer vínculos, reduzir conflitos e construir um ambiente mais respeitoso.
    Assertive Communication: First Steps
    In this training, we use the principles of Nonviolent Communication (NVC) to teach techniques for clear, empathetic, and respectful dialogue. Employees will learn how to express their needs assertively and how to handle conflicts in a constructive way, fostering healthier and more productive relationships.
    Comunicação assertiva: primeiros passos
    Neste treinamento, utilizamos os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV) para ensinar técnicas de diálogo claro, empático e respeitoso. Os colaboradores aprenderão a expressar suas necessidades de forma assertiva e a lidar com conflitos de maneira construtiva, promovendo relações mais saudáveis e produtivas.
    Building Interpersonal Trust
    In this workshop, we address strategies to create an environment where employees feel comfortable expressing themselves without fear of judgment. Through reflections and practices focused on genuine connection, participants will learn how to strengthen their sense of belonging and engagement within the team.
    Construindo confiança interpessoal
    Neste workshop, abordamos estratégias para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para se expressar sem medo de julgamentos. Por meio de reflexões e práticas voltadas para a conexão genuína, os participantes aprenderão a fortalecer o senso de pertencimento e o engajamento dentro da equipe.
    Assessment of the Company’s Human Rights Culture and Associated Psychosocial Risks
    This assessment is essential for developing an effective and customized action plan, enabling the identification of needs and the optimization of resources.
    Diagnóstico da cultura de direitos humanos na empresa e dos riscos psicossociais associados aos direitos humanos
    O diagnóstico é essencial para a elaboração de um plano de ação eficaz e personalizado, permitindo a identificação de necessidades e otimização de recursos.
    Development of a Human Rights Policy
    Having a well-structured and in-depth Human Rights Policy is essential to ensure that the company goes beyond mere regulatory compliance and truly embeds these principles into its organizational culture. A robust policy not only guides decision-making and sets guidelines for employees, suppliers, and stakeholders, but also strengthens the company’s reputation and protects it against social, environmental, and reputational risks.
    Elaboração da Política de Direitos Humanos
    Ter uma Política de Direitos Humanos bem estruturada e aprofundada é essencial para garantir que a empresa vá além do cumprimento normativo e realmente incorpore princípios em sua cultura organizacional. Uma política robusta não apenas orienta a tomada de decisões e define diretrizes para colaboradores, fornecedores e stakeholders, mas também fortalece a reputação da empresa e a protege contra riscos socioambientais e reputacionais.
    Monitoring and Evaluation of Progress
    Monitoring and evaluation are used to track the progress of the consulting process, ensuring that the actions implemented are aligned with the proposed objectives and generate real impact on the organizational culture.
    Monitoramento e avaliação dos avanços
    O monitoramento e a avaliação servem para acompanhar a evolução do processo de consultoria, garantindo que as ações implementadas estejam alinhadas aos objetivos propostos e gerem impactos reais na cultura organizacional.
    My company wants to donate

      Minha empresa quer doar
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